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Fisioterapia Pediátrica

O que é fisioterapia pediátrica?

A fisioterapia pediátrica atua na prevenção e no tratamento de desordens funcionais de recém-nascidos, lactentes, crianças e adolescentes.

Ela colabora para a identificação precoce de alterações motoras, que podem interferir no crescimento saudável. Igualmente trata disfunções neurológicas, respiratórias e ortopédicas, visando a autonomia e a independência, sempre que possível.

Qual o diferencial da fisioterapia pediátrica?

Os recém-natos e o público infanto-juvenil apresentam diferenças anatômicas e fisiológicas em relação aos adultos. Para atuar precocemente em atrasos motores ou condições clínicas, o fisioterapeuta pediátrico conhece todos os marcos do crescimento e do desenvolvimento.

Uma vez que bebês e crianças ainda estão a caminho da maturidade psicossocial, o enfoque do tratamento é lúdico e agradável. Além disso, é importante que a criança se sinta confortável e segura durante os atendimentos, em ambientes apropriados para cada faixa etária.

A criança que ainda não passou pela puberdade também responde de forma diferente aos exercícios, principalmente em decorrência da ausência do efeito dos hormônios sexuais.

O ganho de força, por exemplo, está mais ligado a uma melhora do controle neuromuscular do que ao ganho de massa muscular propriamente dito.

A fisioterapia pediátrica também tem a sua abordagem centrada na família. Isso porque o desenvolvimento motor resulta das interações entre as pessoas e o ambiente. Ou seja, as atividades motoras e as suas possibilidades contribuem para o desenvolvimento adequado do sistema nervoso.

Fisioterapia traumato-ortopédica e em reumatologia na infância

As disfunções musculoesqueléticas e das doenças reumáticas de crianças e adolescentes podem ser tratadas pela fisioterapia.

O objetivo é a manutenção e a melhora da funcionalidade, que dependerá de cada situação. São casos como o torcicolo congênito, fraturas, desvios posturais e alterações de crescimento na fase pré-púbere. As condições reumatológicas incluem o lúpus eritematoso sistêmico pediátrico ou a Artrite Reumatoide Juvenil.

Fisioterapia Esportiva na infância

Criança e adolescentes estão entrando cada vez mais precocemente em treinamentos estruturados com foco no rendimento esportivo. Assim, elas também estão vulneráveis em idade mais precoce às lesões esportivas.

O processo de crescimento também faz com que, em um curto espaço de tempo, a criança fique mais alta, mais pesada, mais forte e mais ágil. Isso pode contribuir para problemas relacionados a coordenação motora, gesto esportivo, dores e maior risco de lesão.

O fisioterapeuta pediátrico que atua no meio esportivo deve considerar as diferenças no esqueleto infantil em crescimento e também as diferenças no ambiente hormonal, que levam a uma resposta diferenciada frente aos exercícios.

Fisioterapia em terapia intensiva neonatal e pediátrica

A atuação nas unidades de terapia intensivas neonatais (UTIN) ainda é recente e o fisioterapeuta faz parte da equipe multiprofissional. Participa do atendimento aos recém-nascidos graves ou potencialmente graves, assim como crianças portadoras de condições congênitas ou adquiridas.

Dentre os seus objetivos destacam-se a prevenção e o tratamento de complicações cardiorrespiratórias e neuro-músculo-esqueléticas durante a internação.

Fisioterapia respiratória pediátrica

A assistência fisioterapêutica respiratória avalia a capacidade funcional, a tolerância às atividades e trata as alterações de crianças e adolescentes portadores de disfunções respiratórias.

Portanto, a asma brônquica, a bronquite crônica e a fibrose cística, por exemplo, podem ser acompanhadas pela fisioterapia.

Fisioterapia neurofuncional na criança e no adolescente

A abordagem neurofuncional envolve o início precoce da fisioterapia nos atrasos do desenvolvimento motor. São situações, por exemplo, quando o bebê não começa a sentar ou engatinhar na idade esperada. Um exemplo é a condição chamada hipotonia congênita benigna.

Além disso, inclui o tratamento das desordens motoras e sensitivas resultantes de condições como a microcefalia, a mielomeningocele, a paralisia cerebral, a síndrome de Down e as distrofias musculares.

Fisioterapia oncológica infantil

A fisioterapia pediátrica também atua nas complicações causadas pelo câncer, como a leucemia, ou pelo tratamento necessário. Assim como aborda os pacientes elegíveis aos cuidados paliativos, promovendo conforto para as queixas motoras e respiratórias.

Quais são os benefícios da fisioterapia pediátrica?

A fisioterapia normaliza as fases do desenvolvimento motor para cada idade. Do mesmo modo, colabora para as habilidades potenciais da criança, conforme o seu caso clínico.

Portanto, alguns resultados práticos incluem a melhora das reações de equilíbrio, da coordenação dos movimentos, da postura e da força muscular. Prevenir complicações e recuperar a capacidade funcional respiratória também faz parte dos seus benefícios.

A terapia centrada na família promove a maior participação nas atividades de vida diária da criança, bem-estar e adesão ao tratamento.

Como é uma sessão de fisioterapia pediátrica?

As sessões de fisioterapia para crianças podem ser realizadas ainda no hospital, em ambulatórios e em domicílio. Na fase da internação, podem ser necessários mais de um atendimento ao dia, dependendo da complexidade do caso.

A frequência dos atendimentos ambulatoriais ou domiciliares também varia conforme o caso clínico e os objetivos (que podem ser de longo prazo). Geralmente, são realizados duas ou três vezes por semana, com duração média de 60 minutos.

A relação fisioterapeuta-criança-família é bastante valorizada, assim como os limites da criança. Portanto, momentos delicados como o choro, o medo e a resistência são respeitados e podem ser transformados em uma sessão divertida e estimulante.

Quais recursos podem ser utilizados?

O fisioterapeuta dispõe de variados conhecimentos técnicos, que podem ser utilizados durante um atendimento.

Naprática, a maior parte dos recursos utilizados em adultos também podem ser usados, de forma adaptada ou não, para a população pediátrica.

Alguns destes recursos incluem:

Cinesioterapia

São exercícios terapêuticos utilizados no processo do desenvolvimento neuropsicomotor. Desse modo, minimizam incapacidades, favorecem a independência ou recuperam a funcionalidade.

Sendo assim, podem incluir uma combinação de intervenções como exercícios, jogos e atividades funcionais. O intuito é aprimorar os componentes do movimento e estimular as habilidades motoras.

Recursos respiratórios

Existem alguns exercícios, manobras manuais e instrumentos que podem ser utilizados nos atendimentos respiratórios. O objetivo é manter a expansão dos pulmões e favorecer a expectoração de muco.

Para ilustrar, são utilizadas técnicas como a expiração lenta e prolongada, que reduz o desconforto respiratório em crianças com bronquiolite. Além de dispositivos como máscaras, bocais e aparelhos de ventilação não invasiva.

Órteses

A escolha da órtese adequada é fundamental para manter o alinhamento das articulações e prevenir contraturas ou deformidades. Além disso, o equipamento pode facilitar a execução de tarefas motoras, como ficar de pé e andar.

Recursos da fisioterapia neurofuncional

A neuromodulação não invasiva na fisioterapia pediátrica é um tratamento adjuvante, que complementa a terapia medicamentosa e a reabilitação. Apresenta benefícios como a melhora da marcha e do equilíbrio. É necessária uma avaliação da indicação ao tratamento por um fisioterapeuta habilitado nesta técnica.

Outro recurso inclui o tratamento neuroevolutivo, ou conceito Bobath, que trata pacientes com paralisia cerebral e outras disfunções neuromotoras. Este conceito utiliza os princípios do controle motor e da plasticidade do cérebro no tratamento individualizado de cada criança.

Equoterapia

A equoterapia utiliza o cavalo e técnicas de equitação como método terapêutico. Ela pode ser indicada especialmente na reabilitação ou educação de pessoas portadoras de deficiências e com necessidades especiais.

Apresenta benefícios físicos, já que o deslocamento do animal favorece a dissociação pélvica, o campo visual, a postura e a força. Assim, os praticantes também apresentam bons resultados psíquicos e sociais.