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Rinite

O que é rinite?

Rinite é o termo utilizado para descrever um grupo de doenças caracterizadas pela inflamação da mucosa que reveste o interior do nariz. Essa inflamação pode ter diferentes causas, sendo as mais comuns as alergias, as infecções virais (como o resfriado comum) e a exposição a substâncias irritantes, como fumaça, perfumes ou mudanças bruscas de temperatura.

Trata-se de uma das doenças respiratórias mais frequentes em todo o mundo. A rinite alérgica, sua forma mais comum, afeta cerca de 20 a 30% da população, podendo surgir em qualquer idade, embora seja mais frequente durante a infância e a adolescência.

Os principais sintomas são nariz entupido, coriza, espirros e, nos casos de rinite alérgica, coceira no nariz e nos olhos. Ela pode interferir significativamente na qualidade de vida, prejudicando o sono, a concentração, o desempenho escolar ou profissional e a prática de atividades físicas.

Além disso, a rinite frequentemente está associada a outras doenças das vias respiratórias, como sinusite, asma e otites. Por esse motivo, seu diagnóstico e tratamento adequados são importantes não apenas para aliviar os sintomas, mas também para prevenir complicações e reduzir a recorrência desses problemas.

Sinais e Sintomas da Rinite

Os sintomas da rinite estão relacionados ao aumento da secreção nasal, obstrução das vias nasais e irritação da mucosa, incluindo:

  • Nariz entupido (obstrução nasal);
  • Coriza, geralmente com secreção transparente;
  • Espirros;
  • Gotejamento de secreção para a garganta (gotejamento pós-nasal);
  • Diminuição do olfato;
  • Sensação de pressão ou desconforto dentro do nariz.

Além disso, algumas características específicas da rinite alérgica, que não costumam ser observadas nas formas não alérgicas, incluem:

  • Coceira intensa no nariz;
  • Coceira nos olhos, garganta e ouvidos;
  • Olhos vermelhos e lacrimejantes (conjuntivite alérgica).

Outra característica importante é que, na rinite alérgica, os sintomas costumam ocorrer em crises relacionadas à exposição aos alérgenos. Nas rinites não alérgicas, o padrão depende da causa, podendo ser contínuo, recorrente ou desencadeado por diferentes estímulos.

Quando os sintomas persistem por muito tempo, também podem ocorrer respiração pela boca, roncos, sono de má qualidade, cansaço durante o dia e dificuldade de concentração. Nas crianças, a rinite mal controlada pode ainda prejudicar o desempenho escolar e favorecer infecções respiratórias recorrentes.

Difrentes tipos de rinite

A rinite não é uma doença única, mas um conjunto de condições que causam inflamação da mucosa do nariz. Embora todas possam provocar obstrução nasal, coriza, espirros e desconforto, cada tipo apresenta características próprias que ajudam a diferenciá-las.

Inicialmente, ela é dividida em dois grandes grupos: a rinite alérgica e a não alérgica. A forma não alérgica pode ainda ser subdividida nas formas vasomotora (mais comum), medicamentosa ou atrófica.

Vale considerar, no entanto, que uma mesma pessoa pode apresentar mais de um tipo simultaneamente. Por exemplo, é relativamente comum um paciente com rinite alérgica também desenvolver rinite vasomotora ou rinite medicamentosa, o que pode modificar os sintomas e tornar o tratamento mais complexo.

Rinite alérgica

A rinite alérgica é a forma mais comum de rinite. Ela corresponde a uma inflamação da mucosa que reveste o interior do nariz que é causada por uma reação exagerada do sistema imunológico a substâncias normalmente inofensivas presentes no ambiente, chamadas alérgenos.

A doença provoca sintomas como espirros, coriza, nariz entupido e coceira no nariz, podendo também afetar os olhos, causando vermelhidão, lacrimejamento e prurido. Embora não seja uma doença grave na maioria dos casos, pode comprometer significativamente a qualidade de vida, prejudicando o sono, a concentração, o desempenho escolar ou profissional e a prática de atividades físicas.

A rinite alérgica é uma das doenças crônicas mais frequentes em todo o mundo, afetando cerca de 20 a 30% da população. No Brasil, estima-se que aproximadamente 25% das crianças e adolescentes apresentem sintomas compatíveis com a doença, tornando-a uma das alergias mais comuns nessa faixa etária. Apesar de ser mais frequente na infância e adolescência, ela pode surgir em qualquer idade.

Vale destacar que rinite é um termo genérico utilizado para descrever qualquer inflamação da mucosa nasal, independentemente da sua causa. Além da rinite alérgica, existem outros tipos de rinite, como a rinite infecciosa (resfriado comum), a rinite vasomotora, a rinite medicamentosa e a rinite hormonal. Na rinite alérgica, entretanto, os sintomas são desencadeados especificamente por uma resposta imunológica contra determinados alérgenos, e não por irritantes inespecíficos.

Além dos sintomas nasais, a rinite alérgica frequentemente está associada a outras doenças das vias respiratórias, como sinusite e asma, motivo pelo qual seu diagnóstico e tratamento adequados são importantes para controlar os sintomas e prevenir complicações.

Rinite não alérgica

Existem diferentes tipos de rinite não alérgicas, com comportamentos, métodos diagnósticos e tratamentos distintos.

A forma mais comum delas é a rinite vasomotora, que mais recentemente vem sendo rebatizada como rinite idiopática (considerando que o efeito vasomotor não justifica completamente o problema). Outras formas menos comuns são a rinite atrófica e a rinite medicamentosa.

Rinite vasomotora (ou não alérgica idiopática)

A rinite vasomotora, também conhecida como rinite idiopática ou rinite não alérgica idiopática, é um tipo de rinite caracterizado por episódios recorrentes de nariz entupido, coriza e espirros, sem que exista uma alergia ou infecção como causa dos sintomas.

Durante muitos anos acreditou-se que o problema fosse provocado apenas por alterações no controle dos vasos sanguíneos da mucosa nasal, o que originou o termo vasomotora. Atualmente, sabe-se que a doença é mais complexa e envolve principalmente uma resposta exagerada dos nervos da mucosa nasal a estímulos comuns do ambiente. Por esse motivo, tem sido dado preferência pelo termo rinite idiopática, já que sua causa exata ainda não é completamente conhecida.

Diferentemente da rinite alérgica, os sintomas não são desencadeados por ácaros, pólen, pelos de animais ou outros alérgenos. Em vez disso, costumam surgir após exposição a mudanças bruscas de temperatura, ar frio, odores fortes, fumaça, poluição, bebidas alcoólicas ou alimentos condimentados. Esses estímulos, que passam despercebidos para a maioria das pessoas, provocam uma resposta exagerada da mucosa nasal em indivíduos suscetíveis.

A rinite vasomotora é a forma mais comum de rinite não alérgica, correspondendo a aproximadamente 20 a 25% dos casos de rinite crônica. Embora possa ocorrer em qualquer idade, é mais frequente em adultos, especialmente entre a quarta e a sexta décadas de vida.

Rinite medicamentosa

A rinite medicamentosa é um tipo de inflamação da mucosa nasal causado pelo uso prolongado de descongestionantes nasais em spray ou gotas, como a oximetazolina, a xilometazolina e a nafazolina. Embora esses medicamentos proporcionem alívio rápido da congestão nasal, seu uso contínuo pode provocar um efeito rebote, fazendo com que o nariz fique progressivamente mais entupido quando o efeito do medicamento passa.

Os descongestionantes atuam promovendo uma intensa contração dos vasos sanguíneos da mucosa nasal. Com isso, o inchaço diminui rapidamente e a respiração melhora quase imediatamente. Entretanto, quando utilizados por vários dias consecutivos, a mucosa passa a responder cada vez menos ao medicamento. À medida que seu efeito desaparece, ocorre uma dilatação exagerada dos vasos sanguíneos, levando ao retorno da congestão nasal, muitas vezes de forma mais intensa do que antes do tratamento.

Como consequência, o paciente sente necessidade de utilizar o spray repetidamente para conseguir respirar pelo nariz. Com o passar do tempo, o descongestionante deixa de tratar o problema inicial e passa a ser o principal responsável pela obstrução nasal, criando um ciclo de dependência do medicamento.

Apesar de muitas pessoas descreverem essa situação como um “vício em descongestionante nasal”, o problema não corresponde a uma dependência química. O que ocorre é uma dependência funcional da mucosa nasal: o nariz passa a depender do medicamento para permanecer desobstruído. Sempre que o efeito do spray termina, a congestão retorna, levando a novas aplicações e perpetuando esse ciclo.

A rinite medicamentosa pode ocorrer em qualquer pessoa, mas o risco aumenta significativamente quando os descongestionantes são utilizados por mais de 3 a 5 dias consecutivos. Felizmente, trata-se de uma condição reversível. Na maioria dos casos, a mucosa nasal recupera gradualmente seu funcionamento normal após a interrupção do medicamento e o tratamento adequado da causa que levou ao uso do descongestionante.

Rinite atrófica

A rinite atrófica é uma doença crônica e rara caracterizada pela destruição progressiva da mucosa que reveste o interior do nariz e pela atrofia das conchas nasais (cornetos). Como consequência, o nariz perde parte da sua capacidade de aquecer, umidificar e filtrar o ar inspirado, favorecendo o ressecamento da mucosa, a formação de crostas espessas e o acúmulo de secreções.

Essas secreções podem ser colonizadas por bactérias, produzindo um odor intenso e desagradável conhecido como ozena, uma das características mais marcantes da doença. Ainda assim, muitos pacientes deixam de perceber esse odor devido à redução do olfato, enquanto as pessoas ao redor costumam notá-lo facilmente.

Ao contrário do que ocorre na rinite alérgica e na rinite vasomotora, em que a mucosa nasal se encontra inflamada e aumentada de volume, na rinite atrófica ela torna-se progressivamente mais fina, seca e incapaz de desempenhar suas funções normais. Com a perda das conchas nasais, a cavidade do nariz torna-se excessivamente ampla.

Paradoxalmente, apesar desse aumento do espaço interno, muitos pacientes apresentam sensação constante de nariz entupido, causada pela alteração do fluxo de ar, pelo acúmulo de crostas e pela perda da sensibilidade normal da mucosa nasal.

Além do ressecamento e das crostas, são comuns sintomas como sangramentos nasais recorrentes, diminuição do olfato, cefaleia e infecções de repetição. Nos casos mais avançados, a doença pode comprometer significativamente a qualidade de vida, tanto pelos sintomas físicos quanto pelo impacto social causado pelo odor fétido característico.

A rinite atrófica é uma doença incomum, sendo mais frequente em países em desenvolvimento. Sua forma primária acomete principalmente mulheres e costuma surgir durante a adolescência ou no início da vida adulta. Já a rinite atrófica secundária pode ocorrer em qualquer idade, geralmente como consequência de cirurgias nasais extensas, radioterapia ou infecções crônicas.

Complicações

Rinossinusite

A rinite e a sinusite são doenças diferentes, mas estão intimamente relacionadas. Enquanto a rinite corresponde à inflamação da mucosa do nariz, a sinusite é a inflamação da mucosa que reveste os seios da face. Como essas estruturas são contínuas e se comunicam entre si, é muito comum que ambas sejam afetadas ao mesmo tempo.

Na rinite, a inflamação provoca inchaço da mucosa nasal e aumento da produção de secreção. Esse inchaço pode bloquear os pequenos canais responsáveis pela drenagem dos seios da face. Quando isso acontece, o muco passa a se acumular dentro dessas cavidades, favorecendo o desenvolvimento da sinusite.

Considerando que a inflamação dos seios da face praticamente sempre é acompanhada de inflamação da mucosa nasal, a sinusite é muitas vezes descrita com o termo “rinossinusite”.

Esse mecanismo explica por que a rinite alérgica é um dos principais fatores de risco para sinusite recorrente e sinusite crônica. Quanto mais intensa ou persistente for a inflamação nasal, maior tende a ser o comprometimento da ventilação e da drenagem dos seios paranasais.

Otite

A rinite, especialmente quando persistente ou mal controlada, aumenta o risco de doenças do ouvido médio, principalmente em crianças. Isso acontece porque o nariz se comunica com o ouvido através da tuba auditiva (ou trompa de Eustáquio), estrutura responsável por ventilar o ouvido médio e equilibrar a pressão entre o ouvido e o ambiente.

A inflamação da mucosa nasal pode se estender até a tuba auditiva, provocando seu inchaço e dificultando sua abertura. Como consequência, o ouvido médio passa a ser mal ventilado, desenvolvendo pressão negativa e acúmulo de líquido atrás do tímpano.

Inicialmente, esse líquido é estéril e caracteriza a otite média com efusão (otite serosa). Nessa fase, os sintomas mais comuns são sensação de ouvido tampado, diminuição da audição e, ocasionalmente, estalos ao engolir ou bocejar. Em crianças pequenas, a perda auditiva pode passar despercebida e manifestar-se por atraso na fala, dificuldade de aprendizagem ou desatenção.

Além disso, o líquido acumulado no ouvido médio favorece a proliferação de bactérias e aumenta o risco de otite média aguda (OMA). Nesses casos, surgem dor intensa no ouvido, febre, irritabilidade (principalmente em crianças) e, em alguns pacientes, saída de secreção pelo ouvido quando ocorre perfuração do tímpano.

O risco dessas complicações é maior em crianças, pois a tuba auditiva é mais curta, mais estreita e mais horizontal do que nos adultos, facilitando sua obstrução durante episódios de rinite.

Rinoconjuntivite

Rinoconjuntivite alérgica é uma condição frequentemente subdiagnosticada, sendo a forma mais comum e mais branda dentre as alergias oculares. 

Os sintomas e sinais incluem:

  • Prurido ocular;
  • Fotossensibilidade;
  • Lacrimejamento;
  • Vermelhidão e edema palpebral. 

O tratamento inclui compressas com água filtrada gelada, colírios de lágrima artificial e uso de óculos de sol com proteção UV (melhorando a fotossensibilidade). Eventualmente, poderá ser usado um colírio à base de antihistamínicos. 

Hipertrofia das adenoides

As adenoides são um tecido de defesa localizado na parte posterior do nariz, próximo à abertura das tubas auditivas. Durante a infância, elas participam do desenvolvimento do sistema imunológico e, por isso, costumam ser maiores do que nos adultos.

Em crianças com rinite, especialmente a rinite alérgica, a inflamação crônica da mucosa nasal pode estimular o aumento das adenoides, condição conhecida como hipertrofia adenoideana. Quando isso acontece, a passagem do ar pelo nariz torna-se ainda mais difícil, agravando sintomas como nariz entupido, respiração pela boca, roncos e sono agitado.

Além disso, a hipertrofia das adenoides pode favorecer infecções de repetição, como sinusites e otites, devido à obstrução da drenagem dos seios da face e ao comprometimento do funcionamento da tuba auditiva.

É importante lembrar que a rinite nem sempre causa hipertrofia das adenoides, e crianças com adenoides aumentadas nem sempre têm rinite. No entanto, as duas condições frequentemente coexistem e podem agravar-se mutuamente. O tratamento adequado da rinite pode reduzir a inflamação nasal e melhorar os sintomas relacionados à hipertrofia adenoideana, evitando, em alguns casos, a necessidade de cirurgia.

Crise asmática

Pacientes com asma apresentam risco aumentado para rinite. Por outro lado, a rinite faz com que a respiração pelo nariz seja mais difícil. 

Respirando pela boca, o ar não é aquecido, filtrado ou umidificado antes de entrar nos pulmões, o que pode ser um desencadeante para a crise asmática.

Controlar a rinite alérgica pode ajudar a controlar a asma em algumas pessoas.

Problemas com o sono

A rinite interfere diretamente na qualidade do sono, já que a obstrução nasal pode fazer com que a pessoa acorde várias vezes durante a noite. Além da Insônia, ela pode também provocar respiração bucal e roncos.

Diagnóstico

Na maioria dos casos, o diagnóstico da rinite é baseado principalmente na história clínica e no exame físico. Mais importante do que confirmar que existe uma inflamação da mucosa nasal é identificar qual o tipo de rinite está causando os sintomas, já que cada uma possui características, exames complementares e tratamentos diferentes.

História clínica

Inicialmente, o médico confirma se os sintomas são compatíveis com rinite, avaliando a presença de nariz entupido, coriza, espirros, coceira no nariz, gotejamento de secreção para a garganta e redução do olfato. Também é importante determinar há quanto tempo os sintomas existem, se são contínuos ou ocorrem em crises e qual seu impacto sobre o sono e a qualidade de vida.

Além disso, diferentes características podem ajudar a direcionar para o tipo específico de rinite, conforme a tabela abaixo:

CaracterísticaAlérgicaVasomotoraMedicamentosaAtrófica
Idade de inícioinfânciaadultoqualquer idadeadolescência ou pós-cirurgia
Principal sintomacoceiraobstrução/corizaobstruçãocrostas
Gatilhoalérgenosperfumes, friodescongestionantesatrofia
Olhosmuito comunsrarosnãonão
Espirrosintensoslevespoucospoucos
Nariz seconãonãonãosim

Exame físico

Durante o exame físico, o médico observa o interior do nariz em busca de sinais de inflamação, excesso de secreção, hipertrofia das conchas nasais, pólipos, desvio do septo e outras alterações estruturais que possam contribuir para os sintomas. Embora esses achados auxiliem na investigação, eles raramente permitem identificar sozinhos o tipo de rinite.

Testes para alergia

Os testes para alergia são os exames complementares mais utilizados na investigação da rinite. Eles ajudam a identificar substâncias capazes de desencadear os sintomas, como ácaros, pólens, fungos e pelos de animais (2).

O teste cutâneo por puntura (prick test) costuma ser o exame de primeira escolha por ser rápido, seguro e apresentar boa sensibilidade. Quando ele não pode ser realizado, pode-se recorrer à dosagem de anticorpos IgE específicos no sangue.

Endoscopia nasal

A endoscopia nasal é realizada pelo otorrinolaringologista com um fino aparelho introduzido pelas narinas.

Ela permite visualizar alterações que não podem ser vistas durante o exame convencional, como pólipos nasais, hipertrofia das conchas nasais, desvios do septo, tumores e sinais de sinusite crônica. O exame costuma ser indicado quando os sintomas persistem apesar do tratamento, existe obstrução nasal importante ou há suspeita de outra doença associada.

Exames de imagem

Radiografias dos seios da face não são recomendadas na investigação rotineira da rinite.

A tomografia computadorizada também não faz parte da avaliação inicial, mas pode ser solicitada para pacientes com suspeita de sinusite crônica, pólipos nasais, alterações anatômicas importantes ou suspeita de outras complicações.

Tratamento da Rinite

O tratamento da rinite depende da sua causa. Embora todas as rinites provoquem inflamação da mucosa nasal, cada tipo da doença possui características próprias e, por isso, pode exigir abordagens diferentes.

De forma geral, o tratamento tem quatro objetivos principais:

  • Reduzir os sintomas, como nariz entupido, coriza, espirros e coceira;
  • Controlar a inflamação da mucosa nasal;
  • Evitar novos episódios, sempre que possível;
  • Prevenir complicações, como sinusite, otites, distúrbios do sono e piora da asma.

O primeiro passo consiste em identificar e, quando possível, tratar a causa da rinite. Isso pode incluir o controle da exposição aos alérgenos na rinite alérgica, a suspensão de medicamentos responsáveis pela rinite medicamentosa ou a redução da exposição a substâncias irritantes, como fumaça, perfumes e poluentes, nas rinites não alérgicas.

Além disso, algumas medidas costumam beneficiar pacientes com diferentes tipos de rinite, incluindo:

  • Lavagem nasal com solução salina;
  • Uso de medicamentos para controlar a inflamação ou aliviar os sintomas, quando indicados;
  • Tratamento de doenças associadas, como sinusite, asma ou pólipos nasais.

Na maioria dos pacientes, o tratamento é realizado apenas com medicamentos e medidas de controle ambiental. Entretanto, quando existem alterações anatômicas importantes, como desvio acentuado do septo nasal, hipertrofia importante das conchas nasais ou pólipos nasais, pode ser necessário tratamento cirúrgico para melhorar a passagem do ar e restaurar a função normal do nariz.

Como existem diferentes tipos de rinite, os medicamentos indicados variam conforme a causa da doença. Entre as opções mais utilizadas estão as soluções salinas, os anti-histamínicos, os corticoides intranasais e, em situações específicas, os descongestionantes nasais e a imunoterapia (“vacina para alergia”).