medicina e exercicio

Rins Policísticos (doença renal Policística)

O que são os Rins policísticos?

Os Rins policísiticos, também chamado de Doença Renal Policística, é um distúrbio de origem genética que acomete aproximadamente 1 em cada 400 a 1000 pessoas. Ela se caracteriza pelo crescimento descontrolado de inúmeros cistos em ambos os rins.

Os cistos são pequenos sacos cheios de líquido que vão gradativamente substituindo o tecido renal normal, levando a um aumento no volume dos rins e a uma perda progressiva e lenta da função renal.

Quais os sinais e sintomas dos rins policísticos?

A doença Renal Policística costuma ter uma progressão bastante lenta, se desenvolvendo de forma silenciosa por várias décadas.

Estima-se inclusive que pelo menos metade dos pacientes acabam nunca recebendo o diagnóstico ao longo das suas vidas.

Os cistos em si não causam sintomas até estarem bem grandes, quando, eventualmente, podem causar dor ou se romperem.

Os dois sintomas mais comuns nestes casos são a lombalgia e sangramento urinário episódico, que ocorre em cerca de 50% dos casos.

Outros sinais e sintomas que podem se fazer presentes incluem:

Quais as causas da Doença Renal Policística?

A Doença Renal Policística tem origem genética, ou seja, está associada a uma mutação genética que é transmitida de pais para filhos.

A característica genética da doença é autossômica dominante. Isso significa que, quando um dos pais possui rins policísticos, a probabilidade de os filhos também terem o problema é de 50%, com chance igual para homens e mulheres.

Qual a evolução esperada para pacientes com rins policísticos?

85% dos pacientes têm uma mutação em um gene chamado PKD1. Os restantes 15% herdam a mutação no gene chamado PKD2.

A mutação do PKD1 costuma provocar uma doença mais agressiva, com crescimento maior e mais rápido dos cistos. Parte destes pacientes evoluem com perda completa da função renal em idade ainda precoce, ao redor dos 55 anos de idade, com necessidade de realização de hemodiálise ou transplante renal.

Já a mutação do PKD2 costuma ter manifestação mais branda e de progressão mais lenta.

A perda completa da função renal geralmente só acontece a partir dos 70 anos de idade, quando acontece. Muitos falecem por outras causas sem nem sequer terem tomado conhecimento da sua doença policística.

Atualmente, estima-se que 5% dos pacientes em hemodiálise têm a doença renal policística como doença de base.

Qual a diferença entre rins policísticos e cisto simples nos rins?

A Doença renal policística é uma condição completamente diferente de ter cistos no rim.

Possuir um ou dois cistos renais isolados, principalmente após os 50 anos de idade, não é um sinal de doença e não costuma provocar nenhuma repercussão clínica.

É muito comum que pessoas idosas tenham pelo menos um cisto simples nos rins. Eles só devem causar preocupação se estiver presente em pacientes jovens, com menos de 30 anos. Isso é válido especialmente em pessoas com histórico familiar da doença renal policística.

Diagnóstico da Doença Renal Policística

A ultrassonografia é o principal método diagnóstico para a Doença Renal Policística.

Na presença de algum caso de doença policística renal na família, todos os familiares de primeiro grau (pais e irmãos) com mais de 18 anos devem ser investigados, independente de ter qualquer queixa compatível com a doença.

O diagnóstico pode ser complementado pela pesquisa dos genes PKD1 e PKD2

Tratamento dos Rins Policísticos

Infelizmente, nenhum tratamento disponível atualmente é capaz de curar a Doença Policística Renal. No entanto, é possível retardar a evolução da doença por meio de tratamentos específicos.
O passo mais importante é o controle da pressão arterial, já que quanto mais alta for a pressão, mais rápido a doença se desenvolve. O ideal é mantê-la abaixo de 130/80 mmHg.
Além de medicamentos, a restrição do sal na dieta também é importante. Isso ajuda não apenas para o controle da hipertensão arterial, mas também porque a menor excreção de sódio pelos rins ajuda na preservação da função renal.
Alguns trabalhos mostram que o consumo de cafeína também pode acelerar o crescimento dos cistos, de forma que ela deve ser evitada.
Nos pacientes com Insuficiência Renal crônica avançada, as opções de tratamento incluem a Hemodiálise e o transplante renal.