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Epididimite

O que é a epididimite?

 

Epididimite é termo que se refere à infecção que acomete o epidídimo, um tubo localizado na parte de trás dos testículos. Ele é responsável por armazenar e transportar os espermatozoides. 

A infecção pode acometer pessoas de qualquer idade, sendo mais comum entre os 20 e os 40 anos.

Na maioria dos casos, os testículos também apresentam inflamação. Em alguns pacientes, pode ser difícil dizer se os testículos, epidídimo ou ambos estão inflamados. Desta forma, o termo “epididimo-orquite” é muitas vezes utilizado para se referir à infecção, independentemente se o acometimento é do testículo, do epidídimo ou ambos.

A epididimite causa dor e pode afetar a fertilidade. Assim, é recomendável que seja feita a avaliação precoce no caso de suspeita diagnóstica. 

O tratamento é feito com o uso de antibióticos, mas podem levar algumas semanas para que a sensibilidade escrotal desapareça.

Quais são os sintomas da epididimite?

 

A epididimite pode começar com apenas alguns sintomas leves. Sem tratamento, no entanto, os sintomas tendem a piorar. Os sintomas mais comuns incluem:

  • Febre baixa, calafrios;
  • Dor na região pélvica;
  • Dor e sensibilidade nos testículos;
  • Vermelhidão e calor no escroto;
  • Gânglios linfáticos aumentados na virilha;
  • Dor durante a relação sexual e ejaculação;
  • Dor ao urinar ou evacuar;
  • Micção urgente e frequente;
  • Corrimento peniano;
  • Sangue no sêmen.

Qual a causa da Epididimite?

 

As Doenças Sexualmente Transmissíveis são uma causa comum de Epididimite, sendo a Gonorreia e a Clamídia as mais comuns. 

Estas infecções geralmente se iniciam na uretra e viajam pelo ducto deferente até o epidídimo e / ou testículos. 

No entanto, uma infecção não sexualmente transmissível, como uma Infecção urinária ou infecção da próstata (Prostatite), também podem causar a epididimite.

Fatores de risco

 

São condições que aumentam o risco para a Epididimite:

  • Pessoas circuncisadas;
  • Fazer sexo sem preservativo; 
  • Ter problemas estruturais no trato urinário;
  • Ter Hiperplasia Prostática Benigna, causando bloqueio na drenagem da urina a partir da bexiga;
  • Cirurgia recente do trato urinário;
  • Usar sonda vesical;
  • Usar Amiodarona, um medicamento para o coração.

Complicações

 

A maioria dos casos de epididimite aguda se resolve com o uso de antibióticos. 

Geralmente não há preocupações sexuais ou reprodutivas de longo prazo. Entretanto, existe o risco de complicações, especialmente quando a infecção não for tratada adequadamente. 

Elas podem incluir a formação de abscesso, destruição do tecido testicular ou bloqueio dos ductos espermáticos. Estas complicações podem ter como consequência a esterilidade.

Diagnóstico

 

O diagnóstico da epididimite é clínico, feito a partir das queixas do paciente e do exame físico. Na maioria dos casos, os testículos também estarão inflamados. Pode ser difícil dizer se os testículos, epidídimo ou ambos estão inflamados. Desta forma, o termo “epididimo-orquite” é muitas vezes utilizado para se referir à infecção em um ou outro órgão.

Outras avaliações poderão ser feitas na busca pela causa da infecção, incluindo:

  • Coleta de amostra de secreção peniana e análise com microscópio, quando estiver presente;
  • Exame retal, para a avaliação da próstata;
  • Exame de urina, que pode indicar a presença de Infecção urinária ou Doença Sexualmente Transmissível;
  • Exames de imagem, como tomografia ou ultrassonografia, para a detecção de eventuais alterações estruturais no testículo ou tecidos circundantes.

Tratamento da epididimite

 

O tratamento para epididimite envolve o uso de antibióticos, para tratar a infecção. Medicamentos sintomáticos também poderão ser usados, para alívio da dor e de outras queixas. O uso de compressas frias pode ser considerado.

Às vezes, podem levar algumas semanas para que a dor ou o desconforto desapareçam. Entretanto, a maioria dos pacientes apresentam melhora completa em até três meses. 

Mesmo com a melhora dos sintomas, é importante que se complete todo o tratamento prescrito pelo médico. Isso porque, caso se pare antes do prazo previsto, há um risco elevado de a infecção voltar a se manifestar, muitas vezes com cepas da bactéria mais resistente ao tratamento.

Caso se suspeite que a epididimite possa ter uma causa sexualmente transmissível, é fundamental que o parceiro sexual também seja tratado, para evitar a reinfecção. Isso deve ser feito mesmo que ele ou ela não apresente sintomas. Isso porque uma pessoa pode ter a infecção sem apresentar sintomas, mas ainda assim ela poderá transmitir a donça.

É importante também fazer um novo teste após três meses ou antes de voltar a ter relação sexual. O objetivo é garantir que a infecção esteja completamente eliminada. O teste deve ser feito mesmo que o parceiro também tenha sido tratado.