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Alimentação para o paciente com doença renal crônica

Qual a importância da alimentação no paciente com doença renal?

O rim é o órgão responsável pela eliminação do excesso de água, eletrólitos (fósforo, potássio, sódio) e de diferentes produtos do metabolismo, como a ureia. Com isso, o rim ajuda a realizar uma “limpeza” no corpo.

A ureia é um produto do metabolismo das proteínas. Ela é normalmente eliminada através da urina, de forma que tende a se acumular no paciente com insuficiência renal.

quem sofre de doença crônica renal pode sofrer com o acúmulo de todas estas substâncias, podendo levar a diferentes sintomas:

  • Excesso de fósforo: pode causar coceira, dores nos ossos e placas de gorduras nos vasos sanguíneos (aterosclerose);
  • Excesso de potássio: pode causar arritmia cardíaca, fraqueza muscular, cansaço, acúmulo de líquido e de ureia;
  • Excesso de sódio: pode elevar a hipertensão arterial e inchaço corporal;
  • Excesso de ureia: pode provocar a formação de Pedras nos rins e crise de gota, doença inflamatória que atinge as articulações.

Orientações nutricionais para o paciente não dialítico

Pacientes com taxa de filtração glomerular > 60 ml/minuto, geralmente não necessitam de orientações específicas quanto à alimentação, salvo àquelas que são preconizadas para se ter uma vida saudável.

Todo paciente que apresente taxa de filtração glomerular < 60 ml/minuto, deve fazer um acompanhamento ambulatorial com profissional nutricionista, a fim de receber orientações e acompanhar sua evolução clínica.

Os valores de fósforo, potássio e paratormônio podem estar limítrofes ou pouco aumentados, de acordo com o caso específico.

A ingestão destes eletrólitos pode precisar ser limitada, a depender do resultado dos exames de cada paciente.
Além disso, é preciso ter cuidado com o consumo de proteínas.

Em um primeiro momento, é indicado uma redução no consumo de carne, leite e seus derivados.

Com o avanço da doença, é feita uma restrição mais ampla do consumo de proteínas, o que inclui produtos como pães, biscoitos, massas e o arroz. Para suprir a falta de proteína, são prescritos suplementos de aminoácidos.

Entre os objetivos da dieta nesta fase da doença, incluem-se:

  • Minimizar sintomas urêmicos, tais como náuseas, fraqueza e perda do apetite;
  • Retardar a progressão da doença;
  • Manter o estado nutricional.

Paciente em Diálise

O paciente em hemodiálise necessita de uma ingestão proteica maior do que no tratamento conservador, uma vez que a perda de proteínas no processo de diálise pode ser significativa.

Por outro lado, os níveis de fósforo e potássio podem estar bastante elevados e devem ser acompanhados de perto.

Além dos cuidados com a alimentação, o controle do fósforo deve ser feito com o uso de quelantes (medicações que impedem a absorção do fósforo), se necessário