Adoçantes
O que são os adoçantes?
Adoçantes se referem a qualquer produto usado no lugar do açúcar de mesa para adoçar um alimento.
Eles foram originalmente desenvolvidos para pessoas com diabetes e restrição de ingestão de açúcar. Entretanto, atualmente eles são usados em vários produtos e consumidos por muitas pessoas, especialmente por aqueles que buscam a perda de peso.
Os adoçantes podem estar disponíveis na forma de pós, grânulos ou xaropes.
Eles podem ser adicionados aos alimentos e estão presentes em diversos produtos industrializados, especialmente naqueles comercializados como “sem açúcar” ou “diet”. Isso inclui doces e refrigerantes.
Os adoçantes podem ser naturais ou sintéticos e podem ou não ter valor nutricional:
- Adoçantes naturais: presentes naturalmente na natureza, como mel, xarope de milho ou néctar das frutas. Ainda assim, a maior parte deles costuma passar por algum tipo de processamento e refinamento. Podem conter vitaminas, minerais e antioxidantes, o que os tornam mais saudáveis.
- Adoçantes artificiais: produzidos sinteticamente nos laboratórios. Possuem a vantagem de, em alguns casos, não terem qualquer caloria;
- Adoçantes com valor nutricional: aqueles que fornecem calorias, ainda que menos do que os açúcares regulares;
- Adoçantes sem valor nutricional: produtos zero calorias.
Xilitol
O xilitol é um adoçante natural, encontrado em pequenas quantidades em muitas frutas e vegetais. Ele está presente em alimentos como:
- Gomas de mascar sem açúcar;
- Doces e balas;
- Alimentos para diabéticos.
O Xilitol fornece 2,4 quilocalorias por grama, valor 40% menor do que o açúcar (1). Entretanto, seu poder adoçante é apenas de 5 a 10% menor (1).
Além disso, o xilotol tem índice glicêmico baixo. Isso significa que ele é lentamente absorvido e não provoca picos de glicose e insulina.
Por não precisar da insulina para ser metabolizado, o xilitol pode ser usado por portadores de diabetes mellitus tipos 1 e 2.
Ele pode causar gases, distensão abdominal e diarreia, devendo ser evitado por portadores da Síndrome do Intestino Irritável.
Estévia
A Estévia é um produto zero calorias, produzido a partir da folha da stevia rebaudiana, uma planta típica da América do Sul.
Ela é 200 a 400 vezes mais doce do que a mesma quantidade de açúcar de cana. Além disso, a estévia contém outros nutrientes, iincluindo:
- Vitamina C;
- Betacaroteno;
- Vitaminas do complexo B (niacina, riboflavina e tiamina).
A estévia é encontrada em diversos produtos industrializados, incluindo:
- Refrigerantes;
- Sucos processados;
- Chocolates;
- Gelatinas
- Outros alimentos vendidos como tendo pouco açúcar, como sorvete e iogurte.
A Estévia pode ser encontrado na forma de pó, granulado ou líquido. Em quantidades moderadas, ela é considerada segura para diabéticos. Pior fim, ela é também uma boa opção para aqueles que fazem dieta para perda de peso, uma vez que não contém calorias.
A estévia é resistente e estável em várias temperaturas, podendo inclusive ser submetida à cocção. Entretanto, ela pode deixar um sabor amargo residual nos alimentos.
Sacarina
A sacarina é um dos adoçantes mais antigos. Ela é produzida artificialmente em laboratório a partir da oxidação de derivados do petróleo, sendo 300 vezes mais doce do que o açúcar de mesa. Apesar disso, ela não tem qualquer valor calórico.
A sacarina está presente em refrigerantes, doces diet, balas, chicletes e frutas em conserva. Ela é estável ao armazenamento e ao aquecimento, incorporando-se facilmente a misturas líquidas e secas. Ela pode ir ao fogo, mas deixa um gosto residual amargo e metálico.
A sacarina é contraindicada para pacientes com hipertensão, uma vez que contém grande quantidade de sódio. Gestantes e crianças também devem evitar a Sacarina, pela possibilidade de alergias.
Sucralose
A sucralose é o adoçante sintético mais consumido no mundo. Ele não tem valor calórico e é produzido a partir da molécula do açúcar de cana modificada em laboratório.
Sua capacidade adoçante é aproximadamente 600 vezes maior que a sacarose, o açúcar de cozinha.
A sucralose tem sabor parecido com o açúcar branco e tem a vantagem de não deixar sabor residual.
Por outro lado, ela pode levar a alteração na microbiota intestinal e levar a um maior desconforto gástrico após a alimentação. Esta é uma preocupação especialmente em pacientes com a Síndrome do Intestino Irritável.
Aspartame
O Aspartame é um produto artificial formado por dois aminoácidos: ácido aspártico e fenilalanina.
Assim como o açúcar comum, ele possui 4 quilocalorias por grama. Entretanto, sua capacidade adoçante é cerca de 200 vezes maior do que o açúcar, de forma que as quantidades usadas são bem menores.
O Aspartame é considerado o adoçante sintético mais nocivo no mercado. Entretanto, é um dos mais consumidos, estando presente em muitos alimentos “diet”.
Ele contém grande quantidade de sódio, o que é um problema principalmente para pacientes com Hipertensão Arterial.
O acúmulo dessa substância está relacionada a doenças neurológicas. O consumo excessivo pode causar náuseas, cefaleia e déficit de atenção.
O Aspartame não deixa gosto residual no alimento. Entretanto, é recomendável que ele somente seja acrescentado aos alimentos e líquidos após a retirada do fogo.
Adoçantes e perda de peso
Os adoçantes fornecem pouca ou nenhuma caloria, o que faz parecer lógico a relação que eles têm com a perda de peso.
Diversos estudos, porém, demonstram que esta perda de peso é bastante limitada, quando comparado ao consumo do açúcar (1).
O principal motivo para isso é que o sabor doce dos adoçantes é tão viciante quanto o doce do açúcar (1). Isso faz com que pessoas que consumam grande quantidade destes produtos estejam sempre em busca de produtos mais doces.
Substituir um produto açucarado por outro adoçado artificialmente é uma opção a ser considerada, especialmente se queremos diminuir a quantidade de açúcar na dieta. Entretanto, é preciso que se tenha claro que estes produtos também não são saudáveis.
Assim, podemos dizer que o consumo tanto de açúcar como de adoçantes deve ser minimizados por aqueles que buscam uma dieta para perder peso.
Riscos dos adoçantes
Estudos com pessoas que consomem adoçantes artificiais rotineiramente sugerem que a ingestão destes produtos pode estar associada a doenças cardiovasculares, hipertensão arterial ou diabetes tipo 2.
Quando consumidos em excesso, os adoçantes também podem causar efeitos colaterais. Isso inclui, principalmente:
- Dor de cabeça;
- Mal-estar;
- Alterações de humor;
- Diarreia.
A literatura científica apresenta resultados controversos sobre a relação entre o uso de adoçantes e o risco de câncer.
A maior parte dos estudos recentes refutam esta tese, especialmente quando considerados os adoçantes naturais consumidos em pequena quantidade, que se mostra seguro.
Entre os adoçantes, os menos prejudiciais à saúde são aqueles a base de estévia ou de sucralose. Entretanto, mesmo estes devem ser consumidos com moderação.