Prolactinoma
O que é Prolactinoma?
O prolactinoma é um tumor benigno que se forma a partir das células da hipófise produtoras de Prolactina. Esse é o tipo mais comum entre os adenomas funcionantes da hipófise.
Ele produz quantidades excessivas de prolactina, que é um dos hormônios da hipófise. É mais comum em mulhres jovens (menores de 40 anos de idade), embora também possa acometer homens.
O que é prolactina?
A prolactina é um hormônio produzido pela hipófise, tanto em homens como em mulheres. Ela é a principal responsável pelo desenvolvimento das glândulas mamárias, produção de leite e lactação.
Além disso, a prolactina tem mais de 300 funções dentro do corpo humano. Algumas delas são relacionadas a áreas reprodutivas, metabólicas, regulação de fluidos, regulação do sistema imunológico e controle de funções comportamentais.
Microprolactinoma X Macroprolactinoma
Assim como com outros tipos de adenoma de hipófise, os prolactinomas são divididos em dois grupos de acordo com seu tamanho:
- Microprolactinomas: possuem menos de 10mm.
- Macroprolactinomas: possuem mais de 10mm.
A principal diferença entre eles é que os microadenomas geralmente não têm tamanho suficiente para geral compressão de estruturas próximas, estando os sintomas relacionados basicamente ao efeito hormonal da prolactina. Já os macroadenomas podem produzir sintomas tanto por conta da produção hormonal como sintomas relacionados ao efeito de massa, por compressão do tumor.
Como os efeitos da prolactina são mais pronunciados em mulheres, elas costumam ser diagnosticadas mais precocemente, na fase de microadenoma. Já nos homens, os efeitos da prolactina são menos evidentes inicialmente, e o diagnóstico é muitas vezes feito em um tumor maior (macroadenoma).
Sintomas do prolactinoma em mulheres
Nas mulheres, os sintomas hormonais do prolactinoma são mais acentuados e precoces, de forma que elas geralmente procuram atendimento mais precocemente, antes que o tumor se torne grande o suficientepara provocar efeitos de massa / compressão.
Os sintomas mais comuns incluem:
- Menstruação irregular ou ausente (amenorreia);
- Infertilidade feminina;
- Secreção leitosa dos mamilos quando não está grávida ou amamentando (galactorréia);
- Perda de interesse em sexo;
- Secura vaginal;
- Dor ou desconforto durante a relação sexual.
Sintomas do Prolactinoma em homens
Os sintomas hormonais são menos pronunciados no início em homens do que em mulheres, de forma que o tumor geralmente é diagnosticado quando ele já cresceu o suficiente para provocar efeitos de massa, com compressão de estruturas próximas. Desta forma, os sintomas podem estar associados tanto aos efeitos hormonais do excesso de prolactina como pelos efeitos de massa pela compressão de estruturas próximas.
Os sintomas relacionados ao excesso de prolactina em homens incluem:
- Perda da libido (interesse em sexo);
- Baixos níveis de testosterona;
- Disfunção erétil;
- Infertilidade Masculina;
- Ginecomastia (aumento do tecido mamário);
- Secreção leitosa dos mamilos (galactorreia).
Já os efeitos de massa podem incluir
- Problemas de visão: A visão pode ser prejudicada em decorrência da compressão do quiasma óptico (1). Isso inclui sintomas como visão embaçada ou dupla e perda da visão periférica.
- Dor de cabeça: A Cefaleia acontece devido à pressão sobre tecidos próximos. Por outro lado, como a Dor de cabeça é um sintoma comum na população como um todo, pode ser difícil de fazer esta associação com o Prolactinoma.
Diagnóstico
Os níveis de prolactina podem ser avaliados por meio de um exame de sangue. Quando um nível elevado do hormônio é detectado, outros hormônios hipofisários devem ser dosados.
Além disso, um exame de imagem poderá ser solicitado para confirmar ou afastar o diagnóstico. O exame mais usado para isso é a Ressonância Magnética.
Tratamento
O prolactinoma é habitualmente tratado por meio de medicamentos. Cirurgia ou radioterapia, que são tratamentos comumente usados para outras formas de Adenomas de Hipófise, raramente são indicados para o paciente com prolactinoma.
Os medicamentos mais usados no combate ao prolactinoma são os agonistas da Dopamina. Estes medicamentos ajudam a controlar os níveis de prolactina e são muito eficazes na redução do prolactinoma.
O principal deles é a Cabergolina, um agonista dopaminérgico que sinaliza à hipófise que ela deve parar de prolactina e reduzir as células tumorais. A resposta à Cabergolina é de aproximadamente 90% dos casos.
Já a Bromocriptina é uma medicação igualmente eficaz, mas que está associada a mais efeitos colaterais. No entanto, é o medicamento de primeira escolha no caso de mulheres que planejam engravidar imediatamente.
Os níveis de prolactina começam a cair drasticamente logo nas primeiras semanas. Sintomas como galactorreia (saída de leite) e disfunção erétil começam a melhorar.
Com o controle hormonal, o tumor começa a encolher, geralmente netre 3 e 6 meses de tratamento.
Após cerca de 2 anos com prolactina normal e tumor reduzido, o endocrinologista pode tentar reduzir a dose gradualmente até encontrar a menor dose eficaz.