Search

Pitiríase Versicolor

O que é a Pitiríase Versicolor?

A pitiríase versicolor, popularmente conhecida como pano branco, é uma infecção superficial da pele causada por fungos do gênero Malassezia, microrganismos que normalmente habitam a pele de forma natural.

Em determinadas situações, como calor excessivo, suor intenso, aumento da oleosidade da pele ou predisposição individual, esses fungos podem se multiplicar de forma exagerada e interferir na produção normal de pigmento, levando ao surgimento de manchas mais claras, mais escuras ou levemente avermelhadas.

A pitiríase versicolor não costuma representar risco à saúde e não está relacionada à falta de higiene.

A infecção leva à formação de manchas de coloração diferente da pele ao redor, principalmente no tronco, ombros, costas, pescoço e braços. Muitas pessoas percebem as lesões pela primeira vez após exposição ao sol, quando a pele saudável se bronzeia e as áreas afetadas permanecem mais claras, tornando o contraste mais evidente. Em alguns casos, pode haver uma descamação muito fina, perceptível apenas ao esticar ou raspar suavemente a pele.

O diagnóstico costuma ser feito pelo exame clínico realizado pelo dermatologista e, quando necessário, pode ser complementado por exames simples, como a lâmpada de Wood ou a avaliação microscópica das escamas da pele.

O tratamento é geralmente eficaz, mas a recorrência é relativamente comum, especialmente em pessoas predispostas. Além disso, mesmo após a eliminação do fungo, a recuperação completa da cor normal da pele pode levar semanas ou meses, o que muitas vezes gera a impressão equivocada de que o tratamento não funcionou.

Transmissão

A Pitiríase Versicolor é causada por um tipo de fungo que vive na pele.

A maioria das pessoas tem esse fungo na pele sem causar problemas. Em algumas pessoas, ele pode crescer e se espalhar mais do que o normal, causando a doença.

Nem sempre está claro por que isso acontece. A maioria das pessoas são saudáveis e não existe uma relação com a falta de higiene.

A Pitiríase Versicolor não pode ser transmitida de pessoa para pessoa.

Como são as lesões de pele da Pitiríase Versicolor?

Geralmente, a Pitiríase Versicolor não causa sintomas.

Ela se caracteriza pelo aparecimento de placas escamosas de cor escura, marrom, rosa ou branca. Estas placas são mais comuns no tronco, pescoço, abdômen e, ocasionalmente, no rosto.

As placas podem se juntar e formar placas maiores.

A parte contaminada da pele não fica bronzeada com o sol. No verão, quando a pele não contaminada fica bronzeada, as placas se tornam mais evidentes.

Pessoas de pele escura natural tendem a notar placas mais claras. Já aquelas de pele clara natura podem notar placas mais escuras ou mais claras.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito a partir da identificação de lesões características na pele. Quando houver dúvidas, poderá ser realizado o exame de raspagem da pele, o qual permite a identificação do fungo.

A avaliação das manchas pode também ser feita por meio de um teste com luz ultra-violeta (chamada de lâmpada de Wood). Este exame permite evidenciar a infecção da pele mais nitidamente.

Como diferenciar a Ptiríase Versicolor do Vitilogo?

Tanto o vitiligo quanto a pitiríase versicolor são condições caracterizadas pela presença de manchas claras na pele. No entanto, essas são condições diferentes, com causas e tratamentos próprios.

O vitiligo é uma doença autoimune na qual o sistema imunológico destrói os melanócitos, as células responsáveis pela produção de pigmento. Como resultado, formam-se manchas brancas bem delimitadas, geralmente sem descamação. As lesões podem surgir em qualquer região do corpo, frequentemente de forma simétrica, e tendem a apresentar um branco mais intenso.

Já a pitiríase versicolor, conhecida popularmente como pano branco, é uma infecção superficial causada pelo crescimento excessivo de fungos do gênero Malassezia, naturalmente presentes na pele. As manchas costumam surgir principalmente no tronco, ombros e pescoço, podendo ser mais claras, mais escuras ou levemente avermelhadas. Diferentemente do vitiligo, é comum haver uma descamação fina e discreta, especialmente quando a pele é levemente raspada.

Na tabela abaixo, mostramos as principais diferenças entre essas condições:

CaracterísticaPitiríase versicolorVitiligo
CausaInfecção fúngicaDoença autoimune
CorMais claraBranco intenso
DescamaçãoPode existirNão
LocalizaçãoTronco e ombrosQualquer área
TratamentoAntifúngicosImunomodulação

Outros diagnósticos diferenciais

A ptiríase Versicolor é uma causa comum de manchas brancas na pele. No entanto, outras condições podem provocar lesões parecidas. Entre os principais diagnósticos diferenciais, incluem-se:

Pitiríase alba

A Pitiríase alba é uma condição muito comum em crianças e adolescentes, especialmente em pessoas com pele seca ou dermatite atópica.

Ela produz manchas claras mal delimitadas, geralmente no rosto, associadas a ressecamento leve. Ao contrário do vitiligo, as lesões não costumam ser completamente despigmentadas.

Hanseníase

Algumas formas de hanseníase podem causar manchas claras ou esbranquiçadas. O principal ponto de diferenciação é a alteração de sensibilidade: na hanseníase pode haver diminuição da sensibilidade ao calor, dor ou toque, além de alterações neurológicas associadas.

Nevo despigmentado

É uma alteração congênita, presente desde o nascimento ou início da infância. Costuma permanecer relativamente estável ao longo da vida e geralmente apresenta limites menos definidos que o vitiligo.

Tratamento

O tratamento da pitiríase versicolor tem como objetivo eliminar o crescimento excessivo do fungo na pele e reduzir o risco de recorrências. A escolha da terapia depende da extensão das lesões, da frequência das recidivas e da resposta a tratamentos anteriores.

Lesões iniciais

Na maioria dos casos, a doença pode ser controlada com medicamentos antifúngicos. Nos casos leves ou localizados, o tratamento geralmente é feito com antifúngicos tópicos aplicados diretamente sobre a pele. Entre as opções mais utilizadas estão os shampoos, sabonetes e loções contendo cetoconazol, sulfeto de selênio, ciclopirox olamina ou outros antifúngicos.

Embora muitas pessoas associem shampoos apenas ao couro cabeludo, esses produtos podem ser aplicados também nas áreas afetadas do tronco, pescoço e braços, permanecendo em contato com a pele por alguns minutos antes do enxágue.

Lesões extensas

Quando as lesões são extensas, apresentam recorrências frequentes ou não respondem adequadamente aos tratamentos tópicos, o uso de antifúngicos por via oral deve sr considerado. Medicamentos como fluconazol ou itraconazol costumam apresentar boa eficácia, mas devem ser utilizados apenas sob orientação médica, uma vez que podem interagir com outros medicamentos e exigir cuidados específicos em determinados pacientes.

Recorrência da Ptiríase Versicolor

A inda que a maior parte dos pacientes tenha uma boa resposta com o tratamento antifúngico, uma característica importante da pitiríase versicolor é sua tendência à recorrência.

Mesmo após um tratamento bem-sucedido, algumas pessoas apresentam novos episódios meses ou anos depois, especialmente em regiões de clima quente e úmido ou durante períodos de maior transpiração. Nesses casos, pode ser recomendado um tratamento preventivo, utilizando shampoos antifúngicos periodicamente ou esquemas de manutenção individualizados.

Além do tratamento medicamentoso, medidas simples podem ajudar a reduzir o risco de recorrência, incluindo:

  • Evitar permanecer longos períodos com roupas úmidas após exercícios físicos;
  • Controlar a transpiração excessiva quando possível.

Recuperação da pigmentação da pele

É importante destacar que o desaparecimento do fungo não significa recuperação imediata da pigmentação normal da pele.

Mesmo que a infecção tenha sido controlada, as manchas tendem a permanecer visíveis por semanas ou até meses após o término do tratamento. Isso acontece porque os melanócitos precisam recuperar gradualmente sua atividade normal.

A persistência das áreas mais claras, dessa forma, não deve ser vista como um sinal de  falha terapêutica ou da presença de infecção ativa.