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Hipoglicemia na Diabetes (Glicose Baixa)

O que é a Hipoglicemia?

Hipoglicemia é um termo que se refere a uma glicose abaixo de valores considerados saudáveis, levando a sintomas como tremores, suor frio, tontura, palpitações e fome intensa.

Por definição, a hipoglicemia fica caracterizada quando um paciente apresenta glicemia inferior a 70 mg/dL, acompanhado de sintomas característicos.

Essa é uma das principais complicações agudas da Diabetes, que acontece por conta do uso de insulina ou outros medicamentos. hipoglicemiantes.

Nos casos mais leves, os sintomas podem melhorar rapidamente após a ingestão de açúcar. No entanto, quando não reconhecida e tratada a tempo, a hipoglicemia pode evoluir para confusão mental, sonolência, perda de consciência e até convulsões, sendo considerada uma situação potencialmente grave e com risco à vida.

Classificação

A hipoglicemia pode ser classificada como leve, moderada ou grave com base na glicemia e na condição da pessoa, conforme abaixo:

  • Hipoglicemia leve: glicemia inferior a 70 mg/dL, mas superior a 54 mg/dL;
  • Hipoglicemia moderada: glicemia inferior a 54 mg/dL;
  • Hipoglicemia grave: caracterizada quando uma pessoa fica incapacitada devido a alterações mentais ou físicas, em decorrência da glicose baixa no sangue. Nestes casos, os pacientes precisam da ajuda de outra pessoa.

80% das pessoas com diabetes tipo 1 e quase metade das pessoas com diabetes tipo 2 relataram ao menos um evento de hipoglicemia ao longo de um período de quatro semanas (1).

Já a hipoglicemia grave é relatada por aproximadamente 2% dos diabéticos a cada ano (2).

Quais são os sintomas da Hipoglicemia (Glicose Baixa)?

Os sintomas da Hipoglicemia variam de acordo com a intensidade da queda da glicose no sangue e podem evoluir rapidamente se não tratados.

Nos estágios iniciais, o organismo ativa mecanismos de defesa por meio da liberação de adrenalina, levando a sintomas como:

  • Tremores
  • Sudorese (suor frio)
  • Palpitações
  • Ansiedade ou sensação de alerta
  • Fome intensa
  • Sensação de fraqueza

Nessa fase, a pessoa geralmente está consciente e consegue reconhecer os sintomas, sendo o momento ideal para iniciar o tratamento.

Com a progressão da queda da glicose, o cérebro é geralmente o primeiro órgão a sofrer com a falta de energia (glicose). Os sintomas agora podem incluir:

  • Tontura
  • Dificuldade de concentração
  • Confusão mental
  • Sonolência
  • Visão turva
  • Alterações de comportamento (irritabilidade, fala arrastada)

A capacidade de reconhecer os sinais de hipoglicemia pode estar prejudicada. Sem tratamento, sinais graves do comprometimento neurológico podem evoluir com perda da consciência, convulsões ou mesmo risco à vida.

Fatores de risco

Alguns pacientes com diabetes apresentam maior risco para hipoglicemia, incluindo:

  • Portadores de diabetes tipo 1;
  • Uso de insulina ou outros medicamentos hipoglicemiantes;
  • Idade maior do que 65 anos;
  • Portadores de outros problemas de saúde, como doença renal, doença cardíaca ou deficiência cognitiva.

Quais a causa da hipoglicemia em diabéticos?

Habitualmente, a hipoglicemia está relacionada a uma combinação de baixo consumo de carboidratos acompanhado do uso da insulina ou de outros medicamentos hipoglicemiantes.

Ela também pode acontecer por conta do aumento do gasto energético durante a prática de atividade física, sem ajuste nas doses de insulina ou medicamentos. Este gasto aumentado da glicose pode persistir por até 24 horas após o exercício.

Por fim, algumas doenças podem impedir que o paciente se alimente adequadamente ou que ele mantenha a comida no estômago, o que aumenta o risco para hipoglicemia.

Como evitar a hipoglicemia (Glicose Baixa)?

A melhor forma de se evitar a hipoglicemia é por meio da aferição frequente da glicemia sanguínea. Em alguns casos, isso pode ser feito por meio de um monitor contínuo de glicose.

O Monitor Contínuo de Glicose mede o nível de glicose no sangue em horários regulares e pode soar um alarme se cair abaixo de uma faixa alvo pré-determinada

Ter sempre à disposição uma fonte de carboidratos de ação rápida também é fundamental. Isso ajudará a impedir o agravamento do quadro na presença de sintomas da hipoglicemia ou mesmo após a aferição de uma hipoglicemia em um paciente assintomático.

O diabético deve também ter sempre ao alcance um medidor de glicemia, para uma rápida aferição aos primeiros sinais de hipoglicemia.

Antes de iniciar uma atividade física, a glicemia também deve ser aferida. Diferentes condutas podem ser adotadas a depender do nível de glicose.

Além disso, as mudanças na rotina de exercícios devem ser feitas sempre de forma gradativa, para que se possa avaliar como o corpo responde a estas mudanças na rotina.

Discutimos isso em um artigo específico sobre Atividade Física para Pacientes Diabéticos.

Tratamento da Hipoglicemia (Glicose Baixa)

Todo paciente diabético deve saber reconhecer os sinais clínicos da Diabetes, considerando a facilidade e eficácia do tratamento inicial adequadamente instituido.

O primeiro passo nesses casos é consumir imediatamente 15 a 20 gramas de glicose ou de carboidratos de rápida absorção. Depois de mais 15 minutos, poderá consumir mais 15 a 20 gramas de glicose ou carboidratos, caso persista com os sintomas. Essas etapas devem ser repetidas até que o nível de glicose aferido retorne aos valores almejados.

Tratamento da Hipoglicemia Grave

Na presença de sinais de comprometimento neurológico grave, como convulções ou perda da consiência, o tratamento deve seer feito de imediato em sistema hospitalar. O tratamento nesses casos envolve o uso de glucagon, um hormônio que aumenta os níveis de glicose no sangue. Ele está disponível na forma injetável ou por spray nasal.