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Labirintite (Otite Interna)

O que é a Labirintite (Otite Interna)?

A labirintite é uma inflamação do labirinto, estrutura localizada no ouvido interno responsável pelo equilíbrio e pela audição. Quando essa região é acometida, o paciente pode apresentar vertigem intensa, perda auditiva, zumbido, náuseas, vômitos e dificuldade para caminhar.

No Brasil, o termo “labirintite” é frequentemente utilizado de forma errada para descrever qualquer episódio de tontura ou vertigem. No entanto, a maioria das pessoas que acredita estar com labirintite apresenta, na realidade, outras doenças do sistema vestibular, como a Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB), a neurite vestibular, a Doença de Ménière ou a enxaqueca vestibular, sendo a labirintite verdadeira uma condição relativamente rara.

A labirintite pode ser causada por vírus ou bactérias. A forma viral é a mais comum e geralmente surge após uma gripe, resfriado ou outra infecção viral recente. Na maioria dos casos, apresenta evolução favorável, com recuperação completa ao longo de algumas semanas.

Já a labirintite bacteriana é muito mais rara, porém significativamente mais grave. Ela costuma ocorrer como complicação de uma otite média aguda ou de uma meningite bacteriana e representa uma emergência médica, pois pode causar perda auditiva permanente, comprometimento definitivo do equilíbrio e disseminação da infecção para estruturas próximas ao ouvido e ao cérebro.

A principal suspeita de labirintite surge quando a vertigem intensa e contínua é acompanhada por perda auditiva, zumbido ou sensação de ouvido tampado, especialmente após uma infecção recente.

A presença de febre, dor intensa no ouvido, secreção pelo ouvido ou sinais neurológicos, como dificuldade para falar, perda de força ou alteração da consciência, aumenta a suspeita de uma forma bacteriana ou de outras doenças potencialmente graves, exigindo avaliação médica imediata.

Anatomia Relevante: entendendo a labirintite

A labirintite se refere a uma infecção do ouvido interno.

O ouvido interno é formado pela cóclea, aparelho vestibular (labirinto) e nervo auditivo. Estas estruturas têm um papel importante para sua audição e equilíbrio.

Cóclea

A cóclea se assemelha a uma concha cheia de um líquido chamado perilinfa. Além disso, a parede da cóclea contém aproximadamente 24 mil fibras ciliadas, conectadas ao nervo auditivo.

A cóclea recebe as ondas sonoras a partir do ouvido médio e, a depender da natureza dos movimentos provocados por estas ondas no fluído coclear, diferentes fibras ciliadas são colocadas em movimento.

As ondas sonoras são então transformadas em impulsos elétricos, que são enviados para o cérebro por meio do nervo auditivo. A interpretação destes impulsos pelo cérebro é que forma o que conhecemos e entendemos como som.

Sistema vestibular (labirinto)

O sistema vestibular é outra parte importante do ouvido interno, responsável pelo equilíbrio.

Ele é formado por três anéis preenchidas por líquido. Este líquido se move conforme os movimentos do corpo. A partir disso, são enviados sinais para o cérebro que usa estas informações para analisar a posição do corpo e controlar o equilíbrio.

anatomia ouvido

Como diferenciar a labirintite de outras causas de vertigem e tontura?

Embora o termo “labirintite” seja amplamente utilizado para descrever qualquer episódio de tontura, a verdadeira labirintite é uma doença incomum. Na prática, a maioria das pessoas que acredita estar com “labirintite” apresenta outra doença do sistema vestibular, como a Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB), a neurite vestibular, a Doença de Ménière ou a enxaqueca vestibular.

Para identificar a causa da tontura, o médico considera principalmente como a vertigem começou, quanto tempo ela dura, o que desencadeia as crises e a presença de sintomas associados, como perda auditiva, zumbido, náuseas ou alterações neurológicas.

As principais doenças que podem ser confundidas com a labirintite são:

Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB)

É a causa mais frequente de vertigem. As crises são desencadeadas por movimentos da cabeça, como deitar, levantar ou virar-se na cama, duram apenas alguns segundos e desaparecem espontaneamente quando a cabeça permanece imóvel. A VPPB não provoca perda auditiva nem zumbido.

Neurite vestibular

É uma inflamação do nervo vestibular, geralmente causada por uma infecção viral. A vertigem é intensa e contínua, podendo durar vários dias, frequentemente acompanhada de náuseas e dificuldade para caminhar. Ao contrário da labirintite, a audição permanece normal.

Doença de Ménière

Caracteriza-se por crises recorrentes de vertigem que duram de 20 minutos a várias horas. Além da tontura, é comum haver perda auditiva flutuante, zumbido e sensação de pressão ou ouvido tampado.

Enxaqueca vestibular

Pode causar episódios repetidos de vertigem com duração de minutos ou horas, muitas vezes acompanhados de sensibilidade à luz, aos sons ou aos cheiros. Alguns pacientes apresentam dor de cabeça típica da enxaqueca, enquanto outros manifestam apenas a vertigem.

Tabela comparativa

Na tabela abaixo, mostramos alguns sinais que ajudam a diferenciar a labirintite dessas outras condições:

DoençaComo é a tontura?Quanto tempo dura?Perda auditiva ou zumbido?
VPPBSurge ao movimentar a cabeçaSegundos (até cerca de 1 minuto)Não
Neurite vestibularVertigem intensa e contínuaDiasNão
Doença de MénièreCrises espontâneas20 minutos a várias horasSim
Enxaqueca vestibularEpisódios recorrentesMinutos a horasGeralmente não
LabirintiteVertigem intensa e contínuaDiasSim
Hipotensão posturalSensação de desmaio ao levantarSegundosNão
AnsiedadeInstabilidade ou “cabeça leve”VariávelNão
Doenças neurológicasVariávelVariávelGeralmente não

O que causa a Labirintite?

Na maioria das vezes, a labirintite é causada por uma infecção viral. Os vírus podem atingir o ouvido interno durante ou logo após uma infecção das vias respiratórias superiores, como gripe, resfriado ou outras viroses. Nesses casos, ocorre uma inflamação do labirinto que compromete tanto o sistema de equilíbrio quanto a audição.

Mais raramente, a labirintite pode ser causada por uma infecção bacteriana. Isso pode acontecer como complicação de uma otite média aguda, de uma meningite ou, excepcionalmente, após cirurgias do ouvido. Trata-se de uma condição potencialmente grave, que exige tratamento imediato devido ao risco de perda auditiva permanente e de disseminação da infecção.

Labirintite viral x labirintite bacteriana

A labirintite pode ser causada por vírus ou bactérias, com características clínicas, tratamento e evolução bastante diferentes.

A labirintite viral é muito mais comum e geralmente ocorre após uma infecção das vias respiratórias, como gripe ou resfriado. Na maioria dos casos, apresenta boa evolução e recuperação completa.

Já a labirintite bacteriana é rara, mas potencialmente grave. Ela costuma surgir como complicação de uma infecção já existente, especialmente uma otite média aguda ou uma meningite bacteriana, exigindo tratamento imediato para reduzir o risco de perda auditiva permanente e outras complicações.

Mostramos as principais diferenças entre elas na tabela abaixo.

CaracterísticaLabirintite viralLabirintite bacteriana
FrequênciaMais comum que a bacterianaMuito rara
Principal causaInfecção viral do ouvido interno, geralmente após gripe, resfriado ou outras virosesComplicação de otite média aguda, meningite bacteriana ou, mais raramente, cirurgia ou trauma do ouvido
Faixa etáriaqualquer idadeMais frequente em crianças com meningite ou otite grave e em adultos com infecções complicadas
VertigemIntensa e contínua, durando vários diasIntensa e contínua, também durando vários dias
Perda auditivaGeralmente presente, mas costuma ser temporáriaMuito frequente e com maior risco de ser permanente
ZumbidoPode ocorrerFrequente
FebreGeralmente ausente no momento da vertigem ou discretaFrequentemente presente, principalmente quando associada à infecção de origem
Outros sintomasNáuseas, vômitos e dificuldade para caminharNáuseas, vômitos, dor intensa no ouvido, secreção pelo ouvido (quando associada à otite) e sinais de infecção sistêmica
GravidadeGeralmente benigna e autolimitadaEmergência médica, com risco de sequelas auditivas, vestibulares e complicações intracranianas
TratamentoControle dos sintomas, repouso relativo, reabilitação vestibular quando indicada e, em casos selecionados, corticoidesAntibióticos, frequentemente por via intravenosa, tratamento da infecção de origem e, em alguns casos, cirurgia do ouvido
PrognósticoRecuperação completa na maioria dos pacientesDepende da rapidez do tratamento; o risco de perda auditiva permanente e sequelas do equilíbrio é significativamente maior

Sintomas da Labirintite

Os sintomas de labirintite, geralmente, surgem de forma repentina. Eles costumam ser bastante intensos, impedindo a realização das atividades diárias.

Na maior parte das vezes, eles desaparecem espontaneamente. No entanto, é comum que os sintomas voltem a surgir após alguns dias, especialmente quando se movimenta rápido a cabeça.

Os principais sintomas de labirintite incluem:

  • Tontura ou vertigem;
  • Perda do equilíbrio;
  • Perda da audição;
  • Zumbido;
  • Náuseas e vômitos, mal-estar geral, sensação de desmaio;
  • Dor de cabeça constante, movimentos involuntários dos olhos e dificuldade para focar a visão.
  • Embora seja raro, a labirintite pode em alguns casos causar perda permanente da audição.

Complicações da labirintite

As complicações da labirintite variam de acordo com a sua causa. Enquanto a labirintite viral costuma evoluir de forma benigna, com recuperação completa na maioria dos pacientes, a labirintite bacteriana representa uma emergência médica e pode causar sequelas importantes quando o tratamento não é iniciado rapidamente.

Complicações da labirintite viral

A maior parte dos pacientes recupera completamente a audição e o equilíbrio em algumas semanas. Entretanto, algumas complicações podem ocorrer:

  • Perda auditiva: geralmente temporária, mas pode tornar-se permanente quando há lesão importante das células sensoriais do ouvido interno.
  • Zumbido persistente: costuma desaparecer com a melhora da inflamação, embora possa permanecer em alguns pacientes.
  • Desequilíbrio prolongado: mesmo após o desaparecimento da vertigem, é relativamente comum persistir uma sensação de instabilidade durante dias ou semanas. Nesses casos, a reabilitação vestibular pode acelerar a recuperação.
  • Quedas: o risco é maior durante a fase aguda, especialmente em idosos, devido à intensa alteração do equilíbrio.

Complicações da labirintite bacteriana

A labirintite bacteriana é muito menos frequente, mas apresenta um risco significativamente maior de complicações. A inflamação causada pelas bactérias pode destruir rapidamente as delicadas estruturas do ouvido interno, levando a sequelas permanentes.

As principais complicações incluem:

  • Perda auditiva neurossensorial permanente, que pode ser parcial ou completa.
  • Perda definitiva da função vestibular, resultando em desequilíbrio crônico e dificuldade para caminhar, principalmente em ambientes escuros ou terrenos irregulares.
  • Ossificação do labirinto (labirintite ossificante): processo de formação de osso dentro do ouvido interno após a infecção, que pode impedir a recuperação da audição e dificultar a realização futura de um implante coclear.
  • Disseminação da infecção, podendo evoluir para mastoidite, abscessos intracranianos ou meningite.
  • Sepse, nos casos mais graves de infecção bacteriana disseminada, principalmente em crianças pequenas, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido.

Diagnóstico

O diagnóstico da labirintite é baseado principalmente na história clínica e no exame físico realizados pelo otorrinolaringologista ou neurologista.

Durante a consulta, o médico procura identificar as características da vertigem, incluindo quando ela começou, quanto tempo dura, se é contínua ou ocorre em crises, além da presença de sintomas como perda auditiva, zumbido, sensação de ouvido tampado, febre, dor no ouvido ou sintomas neurológicos.

O exame físico inclui a avaliação do equilíbrio, dos movimentos dos olhos (nistagmo), da audição e do funcionamento do sistema nervoso. Esses achados ajudam a diferenciar a labirintite de outras causas frequentes de vertigem, como a Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB), a neurite vestibular, a Doença de Ménière e a enxaqueca vestibular.

Exames complementares

Na maioria dos casos, alguns exames podem ser solicitados para confirmar o comprometimento do ouvido interno, avaliar a gravidade da doença e afastar outras causas de vertigem.

Os principais exames incluem:

  • Audiometria: avalia a presença e o grau de perda auditiva, sendo um dos exames mais importantes quando há suspeita de labirintite.
  • Impedanciometria: ajuda a identificar alterações da orelha média, como otite média aguda ou presença de líquido atrás do tímpano.
  • Ressonância magnética: pode ser indicada quando existem sintomas neurológicos, perda auditiva de causa incerta, suspeita de tumores do nervo auditivo ou quando o quadro clínico é atípico.
  • Tomografia computadorizada: é particularmente útil quando há suspeita de complicações de uma otite média aguda, traumatismos do osso temporal ou labirintite bacteriana.
  • Exames laboratoriais: podem ser necessários em pacientes com febre, suspeita de infecção bacteriana ou doenças autoimunes, embora não façam parte da investigação de rotina.

A diferenciação entre a forma viral e a bacteriana é feita principalmente pela história clínica e pelos achados do exame físico.

A labirintite viral costuma surgir após uma gripe ou outra infecção viral recente. Geralmente provoca vertigem intensa associada à perda auditiva, mas sem sinais importantes de infecção sistêmica.

Já a labirintite bacteriana é muito mais rara e normalmente ocorre como complicação de uma otite média aguda ou meningite. Nesses casos, é comum haver febre, dor intensa no ouvido, secreção pelo ouvido ou sinais de infecção grave. A tomografia computadorizada e, em alguns pacientes, a ressonância magnética ajudam a identificar complicações e orientar o tratamento.

Tratamento da Labirintite Viral

Na maioria dos casos, a labirintite viral melhora espontaneamente ao longo de algumas semanas. O tratamento tem como objetivo aliviar os sintomas durante a fase aguda, preservar a função auditiva quando possível e acelerar a recuperação do equilíbrio.

Repouso e hidratação

Nos primeiros dias, quando a vertigem costuma ser mais intensa, é recomendado que o paciente mantenha repouso relativo e hidratação. Durante esse período, deve-se evitar dirigir, operar máquinas, subir escadas desacompanhado ou realizar atividades que aumentem o risco de quedas.

À medida que os sintomas melhoram, é importante retomar gradualmente as atividades habituais. Permanecer em repouso absoluto por muitos dias pode retardar a adaptação do cérebro às alterações do sistema vestibular e prolongar o período de recuperação.

Medicamentos sintomáticos

Durante a fase aguda, podem ser utilizados medicamentos para aliviar a vertigem, as náuseas e os vômitos.

Esses medicamentos ajudam a controlar os sintomas, mas não tratam a inflamação nem aceleram a recuperação do labirinto. Por esse motivo, seu uso deve ser limitado aos primeiros dias da doença, evitando tratamentos prolongados, que podem atrasar a readaptação vestibular.

Corticoides

O uso precoce de corticoides pode favorecer a recuperação da audição e da função vestibular, especialmente quando iniciados nas primeiras 48 a 72 horas após o início dos sintomas.

Entretanto, os resultados ainda são controversos, e a indicação deve ser individualizada pelo médico, considerando os benefícios esperados e as possíveis contraindicações.

Antivirais

Na maioria dos casos, não há indicação de medicamentos antivirais, pois não existe comprovação de benefício para as viroses que habitualmente causam labirintite.

Exceções são raras e incluem infecções por vírus específicos, como o vírus da varicela-zóster, nas quais antivirais como o aciclovir ou o valaciclovir podem fazer parte do tratamento.

Reabilitação vestibular

Após a fase mais intensa da doença, alguns pacientes permanecem com sensação de desequilíbrio ou insegurança para caminhar. Nesses casos, a fisioterapia especializada, conhecida como reabilitação vestibular, pode acelerar a recuperação por meio de exercícios que estimulam o cérebro a compensar a perda temporária da função do labirinto.

Tratamento da Labirintite Bacteriana

A labirintite bacteriana é uma doença rara, porém potencialmente grave. Diferentemente da forma viral, ela representa uma emergência médica, uma vez que a infecção pode destruir rapidamente as estruturas do ouvido interno e se disseminar para regiões vizinhas, como as meninges e o cérebro.

Antibióticos

O tratamento é baseado no uso de antibióticos, inicialmente administrados por via intravenosa, sendo que o esquema antibiótico é escolhido de acordo com o local da infecção, a idade do paciente, as bactérias mais prováveis e os resultados das culturas, quando disponíveis.

Após a melhora clínica, alguns pacientes podem completar o tratamento com antibióticos por via oral.

Tratamento sintomático

Enquanto a infecção está sendo tratada, medicamentos podem ser utilizados para aliviar a vertigem, as náuseas e os vômitos. Esses remédios proporcionam maior conforto ao paciente, mas não substituem o tratamento com antibióticos.

Tratamento da infecção de origem

Além de combater a infecção do ouvido interno, é fundamental tratar a doença que deu origem à labirintite.

Quando a causa é uma otite média aguda, pode ser necessária a drenagem do ouvido médio por meio de uma miringotomia (pequena abertura no tímpano) ou a colocação de um tubo de ventilação para facilitar a eliminação da secreção. Nos casos complicados por mastoidite, pode ser necessária uma cirurgia chamada mastoidectomia para remover o tecido infectado.

Quando a labirintite ocorre como complicação de uma meningite bacteriana, o tratamento segue protocolos específicos para essa doença e requer acompanhamento hospitalar intensivo.

Reabilitação vestibular

Após o controle da infecção, alguns pacientes permanecem com alterações do equilíbrio devido à lesão do labirinto. Nesses casos, a reabilitação vestibular desempenha papel fundamental na recuperação funcional, utilizando exercícios específicos para estimular a compensação do sistema vestibular pelo cérebro.

Acompanhamento da audição

Como a labirintite bacteriana apresenta um risco elevado de perda auditiva permanente, é importante realizar audiometrias seriadas durante e após o tratamento para acompanhar a recuperação da audição.

Nos casos em que ocorre perda auditiva profunda e irreversível, o paciente pode se beneficiar do uso de aparelhos auditivos ou, em situações selecionadas, de um implante coclear.

Quando há suspeita de labirintite ossificante, complicação em que ocorre formação de osso dentro do ouvido interno após a infecção, exames de imagem podem ser necessários, pois essa condição pode dificultar ou até impedir a realização do implante coclear se não for identificada precocemente.