Carcinoma Basocelular
O que é o Carcinoma Basocelular?
O carcinoma basocelular é a forma mais comum de câncer de pele.
Ele se caracteriza por um crescimento descontrolado de células basais anormais. As células basais correspondem a um dos três principais tipos de células da epiderme, a camada mais superficial da pele.
Embora muito comum, o carcinoma basocelular cresce lentamente e é pouco agressivo. Assim, a maioria deles é curável no momento do diagnóstico.

Como é a lesão do carcinoma basocelular?
O carcinoma basocelular pode se apresentar de diferentes maneiras, incluindo:
- Ferida aberta que não cicatriza;
- Mancha vermelha;
- Protuberância rosada da pele;
- Protuberâncias com bordas ligeiramente elevadas e arredondadas e/ou uma reentrância central.

As lesões geralmente surgem em áreas expostas ao sol, como o rosto ou as orelhas. Também é comum no couro cabeludo e nas mãos. Outras áreas comuns para o carcinoma basocelular incluem ombros, costas, braços e pernas.
O carcinomabasocelular tende a ter uma cor única. No entanto, isso pode variar de um paciente para outro. A coloração mais comum é vermelha ou rosa, podendo eventualmente ser amarelada, branca ou da mesma cor da pele. Em pacientes com pele mais escura, cerca de metade dos carcinomas basocelulares são pigmentados, ou seja, de cor marrom.
Para muitas pessoas, a lesão na pele não está acompanhada de outros sintomas. No entanto, algumas pessoas podem apresentar dormência, sensibilidade extrema ou coceira.
Em alguns casos, a lesão pode sangrar, coçar ou formar crostas, mas isso nem sempre estará presente.
Algumas das lesões que devem chamar a atenção para um carcinoma basocelular incluem:
- Ferida aberta que não cicatriza, podendo sangrar ou formar crostas. A ferida pode persistir por semanas ou pode cicatrizar e depois voltar;
- Mancha avermelhada que pode formar crostas, coçar, doer, embora possa também não causar qualquer desconforto;
- Inchaço ou nódulo brilhante que é perolado, transparente, rosa, vermelho ou branco.
- Pequeno crescimento rosa com uma borda ligeiramente elevada e uma reentrância crostosa no centro;
- Área semelhante a uma cicatriz que é branco liso, amarelo ou ceroso. A pele parece brilhante e esticada, muitas vezes com bordas mal definidas.
De fato, o carcinoma basocelular pode se apresentar de formas muito diferentes. Assim, qualquer nova lesão ou qualquer mudança nas características de uma lesão preexistente deve ser avaliada pelo médico dermatologista.
Qual a causa carcinoma basocelular?
As duas principais causas de carcinoma basocelular são os raios ultravioleta nocivos do sol e o uso de câmaras de bronzeamento UV.
Cada vez que a luz ultravioleta atinge a pele, ela pode danificar parte do DNA dentro das células. O corpo então tenta reparar esse dano.
Eventualmente, a lesão aumenta além da capacidade de recuperação da pele, podendo levar a o desenvolvimento das mutações características do câncer de pele.
O tipo de câncer de pele que temos depende de onde as mutações se desenvolvem na pele. As células basais são encontradas profundamente dentro da primeira camada de pele, que é onde se desenvolve o carcinoma basocelular.
Fatores de risco
Pessoas regularmente expostas ao sol, como aquelas que desempenham atividades recreativas ou profissionais ao ar livre, estão sob maior risco.
Além disso, o câncer de pele é incomum em pessoas negras, sendo o risco maior para pessoas de pele clara, cabelos loiros ou ruivos e olhos azuis. Os idosos também têm maior probabilidade de desenvolver o problema.
Vale considerar, no entanto, que indivíduos de pele negra desenvolvem mais comumente a forma mais grave do câncer da pele, que é o melanoma de extremidades.
Por fim, pessoas com histórico pessoal ou familiar de câncer de pele estão sob maior risco, sendo que 10% das pessoas que desenvolvem câncer de pele já tiveram alguém próximo na família com o mesmo problema.
Diagnóstico
O médico dermatologista pode desconfiar do câncer de pele a partir das queixas do paciente e da inspeção de uma lesão suspeita.
A confirmação é feita por meio da biópsia da pele, seguida de avaliação da amostra no laboratório. A biópsia não apenas confirma o diagnóstico do câncer, mas também identifica qual o tipo de câncer de pele.
Em alguns tipos de câncer de pele, outros exames podem ser necessários para avaliar o estágio do câncer e se ele se espalhou.
No caso do carcinoma basocelular, no entanto, ele raramente precisa de uma investigação mais ampla, já que não costuma se espalhar e não têm outras características de alto risco.
Risco de recidiva
O câncer de pele basocelular é dividido em dois grupos, com base na probabilidade de recidiva após o tratamento: carcinomas de alto risco ou baixo risco.
As seguintes características indicam um carcinoma de alto risco:
- Tumor localizado no tronco (tórax ou costas), braço ou perna, com dois ou mais centímetros de diâmetro.
- Tumor localizado em qualquer outra parte do corpo (cabeça, pescoço, mãos, pés ou área genital), independentemente do tamanho.
- Tumor sem bordas definidas.
- quando o tumor se trata de uma recidiva.
- Tumor localizado em local previamente tratado com radioterapia.
- Tumor de crescimento agressivo.
- quando as células cancerígenas invadiram os nervos dentro ou próximos ao tumor (invasão perineural).
- Paciente com alguma forma de imunossupressão.
O câncer de pele basocelular que não apresenta nenhuma das características citadas acima é considerado no grupo de baixo risco.
Tratamento do carcinoma basocelular
Quando o carcinoma basocelular é diagnosticado precocemente, o que acontece na maior parte dos pacientes, o tratamento é feito por meio da remoção cirúrgica.
A radioterapia pode ser considerada quando o tumor não puder ser totalmente removido, por conta de sua localização. Já a terapia alvo pode ser considerada nos raros casos de carcinoma basocelular em estágio avançado.
Cirurgia
Diferentes abordagens cirúrgicas podem ser consideadas a depender da localização, tamanho e grupo de risco do paciente.
Excisão da lesão
A própria biópsia pode ser suficiente para remover toda a lesão. Uma vez que a análise microscópica da biópsia mostra o carcinoma basocelular e as margens do tecido removido estão livres do tumor, é provável que nenhum outro tratamento seja necessário.
Quando, de outra forma, as margens ainda mostram a presença de células cancerígenas, um segundo procedimento se faz necessário.
Cirurgia de Mohs
Uma opção pode ser a cirurgia de Mohs. Neste procedimento, o tumor é removido camada por camada, examinando cada camada sob o microscópio, até que não restem células anormais.
Este procedimento permite que as células cancerígenas sejam removidas minimizando-se o dano ao tecido ao redor.
Ela é indicada especialmente quando a lesão está localizada em certas áreas do corpo, como pálpebras ou nariz, onde a remoção com uma margem maior de segurança pode ser problemática.
Curetagem / cauterização
Dependendo da lesão, a cirurgia pode também ser feita por uma técnica de curetagem combinada com a cauterização. Neste caso, o leito da lesão é raspado com uma cureta. A seguir, uma agulha elétrica destrói as células cancerígenas remanescentes.
Em uma variação desse procedimento, o nitrogênio líquido pode ser usado para congelar a base e as bordas da área tratada.
Congelamento ou fototerapia
embora a remoção cirúrgica com uma das técnicas descritas acima, eventualmente um dos seguintes procedimentos pode ser recomendado para alguns pacientes:
- Congelamento (criocirurgia): Procedimento que envolve a pulverização na lesão de uma substância extremamente fria, como nitrogênio líquido, para destruir o tumor.
- Terapia fotodinâmica: tratamento que busca destruir as células cancerígenas da pele com uma combinação de laser e medicamentos que tornam as células cancerígenas sensíveis à luz.
Radioterapia
A radioterapia geralmente é indicada em tumores localizados nas pálpebras, nariz, orelhas ou outras áreas nobres onde não se consegue uma margem cirúrgica livre da doença ou quando não está claro que toda a doença foi removida.
Qual a evolução esperada para o carcinoma basocelular?
Os carcinomas basocelulares raramente se espalham além do local original do tumor. Sem o tratamento adequado, no entanto, estas lesões podem crescer e se tornar desfigurantes e perigosas. Eles também podem se tornar localmente invasivos, crescer amplamente e profundamente na pele e destruir pele, tecido e osso.
Quanto mais tardio for o tratamento, maior a probabilidade de recorrência do tumor.
quase 25% das pessoas com carcinoma basocelular desenvolve um novo câncer basocelular dentro de 5 anos após o primeiro. Portanto, qualquer pessoa com um tumor desse tipo deve ser submetida a exames de pele uma vez por ano
Vale considerar também que existem alguns casos bastante incomuns de carcinoma basocelular que são agressivos e que se espalham para outras partes do corpo. Em casos ainda mais raros, ele pode se tornar uma ameaça à vida.