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Sarcoma de Ewing

O que é o Sarcoma de Ewing?

O sarcoma de Ewing é um tipo de câncer que acomete os ossos ou os tecidos moles ao redor dos ossos. Ele é mais comum perna e pelve, embora possa ocorrer em qualquer osso do corpo.

Apesar de ser um sarcoma que normalmente se origina no osso, existe uma variação chamada de PNET (primary neuroectodermic tumor) que pode surgir em partes moles e em pacientes mais velhos.

O sarcoma de Ewing é mais comum em crianças e adolescentes, mas pode ocorrer em qualquer idade.

Ele é incomum entre afrodescendentes, em pacientes acima dos 30 anos, e em pacientes abaixo dos 5 anos de idade.

Este é o segundo tumor ósseo primário maligno em jovens, atrás apenas do osteossarcoma.

Sintomas do Sarcoma de Ewing

Os sinais e sintomas do sarcoma de Ewing incluem:

  • Dor, inchaço e sensibilidade próximo da área afetada;
  • Dor no osso;
  • Cansaço inexplicável;
  • Febre sem causa conhecida;
  • Perder de peso de outra forma injustificável.

Diagnóstico

Em muitos casos, o Sarcoma de Ewing é diagnosticado a partir da investigação em um paciente com quadro clínico compatível.

No entanto, ele pode eventualmente ser identificado após a realização de exames de imagem (geralmente radiografias) em um paciente com queixas não diretamente relacionadas ao câncer.

A radiografia é o principal exame usado para o diagnóstico. Em um paciente com suspeita radiográfica de Sarcoma de Ewing, a confirmação é feita por meio de uma biópsia óssea. A biópsia permite também identificar o tipo específico de câncer.

Vale aqui considerar que a biópsia deve ser realizada de uma forma que não interfira em futuras cirurgias para remover o câncer. Assim, é importante que ela seja feita por um especialista em tumor ósseo.

Estadiamento

Uma vez confirmado o diagnóstico de Sarcoma de Ewing, outros exames são realizados para o planejamento cirúrgico e para avaliar se o câncer já se espalhou para fora do osso, incluindo tomografia computadorizada, ressonância magnética, PET scan e cintilografia óssea.

O estadiamento do sarcoma de Ewing é fundamentalmente dividido em doença localizada (apenas um osso/tecido) ou metastática (espalhada para pulmões, medula óssea ou outros ossos).

Cerca de 25% dos pacientes têm doença metastática quando são diagnosticados, dos quais metade apresenta metástase pulmonar. Depois do pulmão, os locais mais comuns de metástase são outros óssos e a medula óssea.

Tratamento

O tratamento do sarcoma de Ewing geralmente é feito com quimioterapia seguido por cirurgia. Outros tratamentos, incluindo radioterapia, podem ser usados ​​em determinadas situações.

Quimioterapia
A quimioterapia envolve o uso de medicamentos capazes de destruir as células cancerígenas.
Geralmente ela envolve uma combinação de medicamentos, que dependendo do caso pode ser administrada pela boca ou por infusão na veia.
O objetivo da quimioterapia é encolher o tumor e facilitar sua posterior remoção cirúrgica ou radioterapia.
Em alguns casos, a quimioterapia pode ser aplicada também após a cirurgia, com o objetivo de destruir eventuais células que tenham ficado para trás.

Cirurgia

A cirurgia tem por objetivo remover todo o tecido cancerígeno com uma margem de segurança ao redor, minimizando assim as possibilidades de recidiva. Sempre que possível, isso deve ser feito com a preservação do membro.

Após a retirada do câncer, é feita a reconstrução óssea, podendo ser utilizada uma prótese ou uma reconstrução biológica por meio de enxerto ósseo.
Quando a preservação das estruturas vasculares e nervosas principais do membro não for possível, o paciente é então submetido a uma amputação do membro.
Com os avanços na cirurgia de preservação de membros, a necessidade de amputação diminuiu bastante ao longo dos anos. No entanto, se a amputação for de fato necessária, novas tecnologias no desenvolvimento de prótese permitem uma melhora significativa na função e na qualidade de vida para o paciente.

Radioterapia
A radioterapia é um tratamento que usa radiação para destruir as células cancerígenas.
Ela pode ser indicada quando a remoção completa do câncer por meio da cirurgia não for possível ou quando se acredita que possam existir células cancerígenas não removidas por meio da cirurgia.

Monitoramento de longo prazo

Os sarcomas ósseos são cânceres agressivos e que muitas vezes apresentam micrometástases radiologicamente indetectáveis ​​já presentes no momento do diagnóstico. Infelizmente, até 40% dos pacientes tratados com intenção curativa apresentarão recidiva do câncer – mais comumente metástases se desenvolve nos pulmões e nos ossos. As recidivas são mais prováveis nos primeiros 2 a 3 anos após o tratamento, de forma que o acompanhamento deve ser mais intenso nesse período.

Como regra geral, a recomendação é de acompanhamento trimestral nos dois primeiros anos, semestral entre 3 e 5 anos e anual entre 5 e 10 anos de acompanhamento.

A avaliação deve ser feita com tomografia computadorizada de tórax, acompanhada de Ressonância magnética ou Tomografia Computadoriazada para avaliação do local primário do tumor e cintilografia para pesquisa de metástases ósseas. O PET-CT pode eventualmente ser solicitado também.

Outra preocupação é com as consequências de longo prazo do tratamento, que pode incluir: Apesar do sucesso da quimioterapia, os agentes utilizados apresentam toxicidades conhecidas que podem causar efeitos a longo prazo na saúde dos ex-pacientes.

Alguns dos efeitos tardios do tratamento podem incluir:

  • Problemas cardíacos ou pulmonares.
  • Atraso ou diminuição no crescimento e desenvolvimento dos ossos.
  • Alterações no desenvolvimento sexual e infertilidade.
  • Problemas de aprendizagem em crianças.
  • Desenvolvimento de um segundo câncer.

Prognóstico

A sobrevida média de pacientes com Sarcoma de Erwing 5 anos após o diagnóstico é de 63%. No entanto, estes números variam de acordo com a extensão do tumor, conforme a tabela abaixo.

Sobrevida em 5 anos
Localizado82%
Acometimento de linfonodos ou estruturas próximas71%
Metástases a distância39%