Falta de libido feminina
Falta de libido feminina
A falta de libido se refere à falta de desejo ou falta de impulso sexual, que pode acontecer tanto com homens como com mulheres. Neste artigo, falaremos especificamente sobre a falta de libido feminina.
Ao longo da vida, é esperado que o interesse sexual apresente momentos de altas e baixas. Nos relacionamentos de longo prazo, é comum e até esperado que, com o tempo, o interesse por sexo diminua. Isso também acontece em decorrência do avanço da idade.
Diferentes fatores podem contribuir para a falta de libido, incluindo questões psicológicas e que envolvam a relação do casal. No entanto, é preciso considerar também diferentes condições orgânicas / médicas, especialmente relacionadas à função hormonal.
Quando o interesse sexual pode se tornar permanente, ele pode gerar sofrimento pessoal e pode colocar pressão nos relacionamentos íntimos. O Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo é o termo médico para a falta de desejo sexual que persiste por mais de seis meses e causa impacto negativo na qualidade de vida. quando isso acontece, é importante compreender suas causas e buscar orientação profissional.
Falta de libido é comum?
A falta de libido é muito mais comum do que se faz parecer, já que poucos se expõem para falar de seus problemas íntimos. Na tabela abaixo, mostramos a prevalência da falta de libido masculina e feminina, de acordo com a idade.
| Prevalência de Desejo Sexual Hipoativo | |||
| Faixa etária | Homens (%) | Mulheres (%) | Observações predominantes |
| 18–29 anos | 5–8% | 10–15% | Em homens: psicogênico, ansiedade, depressão; em mulheres: fatores relacionais e psicossociais |
| 30–39 anos | 6–10% | 12–20% | Sobrecarga profissional/familiar; em mulheres, impacto de gestação/puerpério |
| 40–49 anos | 8–15% | 15–25% | Início de fatores hormonais; perimenopausa nas mulheres |
| 50–59 anos | 12–20% | 20–35% | Hipogonadismo masculino; menopausa feminina |
| 60–69 anos | 20–30% | 25–40% | Doenças crônicas, polifarmácia |
| ≥70 anos | 30–40% | 30–50% | Redução hormonal, comorbidades, fatores relacionais |
Causas físicas e hormonais para a baixa libido feminina
A redução nos níveis de estrogênio (hipoestrogenismo) é a principal causa física / hormonal para o desejo sexual hipoativo feminino.
Ela pode acontecer por conta de menopausa natural, incluindo a insuficiência ovariana prematura / menopausa precoce. Pode também estar associada especialmente a tratamentos oncológicos, incluindo a ooforectomia (retirada cirúrgica dos ovários), hormonioterapia (supressão ovariana por meio de análogos de GnRH) ou quimioterapia.
O hipoestrogenismo leva não apenas a um efeito direto sobre a libido como a um efeito secundário, em decorrência da redução na lubrificação vaginal, atrofia vaginal e consequente dor na relação (dispareunia).
Outras alterações hormonais que podem estar envolvidas incluem o aumento nos níveis de prolactina, hipertireoidismo ou hipotireoidismo.
A testosterona é muitas vezes indicada como causa do desejo sexual hipoativo, o que deve ser visto com cautela. Nas mulheres pré-menopausa, ele tem uma função secundária e não há indicação para reposição – mesmo quando a testosterona encontra-se muito baixa ou até mesmo zerada.
Nas mulheres pós-menopausa, a reposição de testosterona é aprovada para tratamento do desejo sexual hipoativo, mas sempre após uma ampla avaliação e abordagem de outras causas, incluindo a reposição dos hormônios femininos (estrogênio).
Causas psicológicas e relacionais para a falta da libido
O primeiro ponto a se considerar na avaliação da falta de libido feminina é que a libido não funciona da mesma forma em homens e mulheres.
A libido feminina é mais sensível a estresse, cansaço, autoestima e satisfação emocional no relacionamento.
O desejo sexual feminino ao longo da vida, especialmente em relacionamentos longos, tende a ser mais responsivo (surge após o estímulo/excitação), diferentemente dos homens, em que tende a ser mais espontâneo. A mulher pode desejar uma pessoa, mas só ficará excitada a partir da estimulação e preliminares. Quando essa etapa é pulada, ela pode ter a percepção de falta de desejo.
Outras condiçòes de aspecto psicosociais envolvidas na falta de libido são discutidas abaixo.
1. Falta de autoconhecimento
Indiscutivelmente o autoconhecimento tem uma grande relevância em nossa vida sexual. Quando não conhecemos o nosso corpo e tampouco descobrimos o que desperta o nosso desejo sexual, podemos nos deparar com a falta de libido feminina.
Afinal, como será possível se sentir instigada e com apetite sexual se, na prática, nem se sabe o que é capaz de despertar esse desejo?
Por isso, o autoconhecimento é um fator determinante nas nossas vidas. Aprender mais sobre os pontos de prazer, compreender quais situações instigam a excitação feminina e permitir-se testar coisas novas – para encontrar novas possibilidades – são medidas bem interessantes.
2. Depressão
Mulheres com depressão, muitas vezes, precisam lidar com uma série de sintomas que impactam a qualidade de vida como um todo.
A fadiga excessiva, a falta de prazer nas atividades, o choro constante e outros sentimentos e sensações negativas podem reduzir a libido. Logo, trata-se de uma questão de saúde mental que fomenta a falta de libido feminina.
3. Ansiedade
A ansiedade também pode ter relação com a falta de libido feminina. Nesse caso, os níveis de ansiedade podem atrapalhar na hora de relaxar e se sentir confortável.
No caso da ansiedade relacionada ao sexo em si, a mulher pode ficar tensa e até mesmo desatenta com relação ao que está acontecendo no momento. Consequentemente, a ansiedade pode atrapalhar o aproveitamento do momento e, nesse caso, a estimulação da libido.
4. Rotinas estressantes
As rotinas estressantes são outro problema que pode gerar falta de libido feminina. O estresse do dia a dia pode causar cansaço físico e mental, além de impedir que a mulher pense sobre sexo e considere ativar os seus desejos.
Além disso, o estresse causa efeitos fisiológicos em nosso corpo, “mexendo” em diversas funções, como a libido. Sendo assim, torna-se difícil conseguir focar na prática sexual quando a rotina desgasta profundamente.
5. Problemas no relacionamento
Sem dúvidas, a falta de conexão entre o casal e o excesso de brigas também podem dificultar o desejo sexual feminino.
Devido às discussões constantes ou ao afastamento do casal, a mulher pode vivenciar um “esfriamento” de sua vida sexual, resultando em uma falta de desejo.
O mesmo pode acontecer com o homem. Assim, ambos acabam se afastando cada vez mais, o que ocasiona um distanciamento que minimiza as chances de a libido ser aflorada dentro do relacionamento.
Além disso, relacionamentos tóxicos nos quais o homem foca apenas no próprio prazer e força a mulher a ter relação, também podem resultar na falta de libido feminina.
6. Problemas relacionados à autoestima
A dificuldade para aceitar o próprio corpo e a baixa autoestima também podem estar associadas a esse problema. Afinal, o fato de se sentir insegura com a própria imagem pode fazer com que a mulher acabe se esquivando das relações sexuais, como uma forma de “esconder” os seus defeitos.
7. Preocupações com o trabalho ou com a vida financeira
A rotina corrida, sem dúvidas, tem impactado a vida de homens e mulheres no mundo todo. Além de haver uma agenda cheia de atividades ao longo do dia, a vida financeira também pode começar a desencadear dificuldades, preocupações e problemas.
Logo, todo esse foco no negativo pode minimizar a libido feminina e, inclusive, a masculina. São tantas coisas para resolver, pensar e refletir, que a energia mental pode ser esgotada ao longo da rotina.
8. Dificuldades para expor os seus desejos sexuais
Nem sempre é fácil expor os desejos e as fantasias sexuais.
Especialmente mulheres, que foram muito reprimidas ao longo de suas vidas, podem encontrar dificuldades para falar sobre o que gostam e o que não gostam.
Assim sendo, acabam por aceitar relações sexuais que não suprem as suas vontades e que não proporcionam as sensações de prazer que elas esperam. E por ter conhecimento de que as relações não serão tão boas quanto elas gostariam, o desejo pode começar a diminuir, à medida que o tempo passa.
Afinal, como é possível se sentir extremamente excitada ao ter em mente que a relação será, mais uma vez, longe de ser o que ela esperava que fosse? Pois é!
9. Repressão
Não é de hoje que vemos a sociedade patriarcal e machista reprimir o comportamento sexual das mulheres. Estigmas de que a mulher deve ser “pura” antes do casamento são fortalecidos dia após dia. Ao mesmo tempo, mulheres com comportamentos sexuais mais livres são vistas de uma forma pejorativa, diminuída e ofensiva.
Sendo assim, as meninas que crescem em lares que reforçam essa ideia podem ter maiores dificuldades para lidar com as suas próprias questões sexuais. A repressão excessiva pode fazer com que elas sequer pensem sobre o assunto, uma vez que isso seria considerado como errado ou ruim.
Logo, a falta de libido feminina pode estar associada justamente a essas situações que citamos.
11. Violência sexual
Infelizmente, não é de hoje que vemos histórias e situações de mulheres que sofreram violência sexual em casa, no trabalho, no relacionamento, na família, enfim… Sem dúvidas, os impactos da violência podem ser bastante intensos. Inclusive, a vida sexual pode ser deixada de lado como uma forma de se proteger de lembranças dolorosas ocasionadas pelo trauma.
Nesses casos, a busca por ajuda psicológica é muito importante. São muitas questões emocionais envolvidas com a situação, que merecem um olhar atento do terapeuta.
12. Timidez
Para algumas pessoas, a sexualidade pode ser motivo de vergonha e timidez. O medo de não ter uma boa performance, a dificuldade para expor o corpo a outra pessoa, entre outras circunstâncias pessoais, podem ocasionar o aparecimento de uma timidez intensa que até impacta a libido da mulher.
Inclusive, algumas mulheres podem até demonstrar que têm falta de libido feminina, mas, na realidade, pode ser apenas vergonha de expor os próprios desejos. Nesse caso, não seria uma falta de libido, mas uma falta de autoconfiança para falar sobre o que sente e experimentar se relacionar sexualmente.
13. Religiosidade
Assim como a repressão social pode ser um dos motivos pelos quais a mulher experimenta a falta de libido feminina, a religiosidade também pode desencadear esse problema.
De certo modo, algumas religiões reprimem a vida sexual das mulheres, dando a entender que a sexualidade feminina é “suja” e não deve ser explorada ou vivida.
Além disso, o papel da mulher, dentro de casa, pode ser rebaixado em alguns discursos religiosos, dando a entender que a mulher deve ser submissa ao marido e obediente apenas às vontades dele. Ou seja, ela, enquanto um sujeito individual, não tem a sua voz e os seus desejos ouvidos. Consequentemente, a falta de libido feminina pode ser em decorrência dessa repressão religiosa excessiva, que a impede de pensar em si mesma de forma única e livre.
Avaliação médica no Desejo Sexual Hipoativo Feminino
A procura por atendimento médico por conta de desejo sexual hipoativo é um primeiro passo fundamental, considerando todos os estigmas envolvidos. Embora relativamente comum, poucos falam sobre suas dificuldades relacionadas à sexualidade – até mesmo com o parceiro. Isso leva a um sofrimento silencioso, sem perceber que muitos à sua volta também sofrem com os mesmos problemas. Felizmente, a maior parte desses problemas podem ser melhorados ou revertidos com o tratamento adequado.
A avaliação deve começar com a história clínica, que direciona para as possíveis causas do ponto de vista físico ou psicológico. O exame físico também ajuda a avaliar problemas como secura vaginal ou atrofia vaginal, que podem contribuir para o desenvolvimento do desejo sexual hipoativo.
Os exames laboratoriais devem ser considerados a partir da história clínica, podendo incluir:
- TSH e T4 Livre: Para avaliar a função da tireoide. O hipotireoidismo é uma causa comum de baixa libido.
- Prolactina: Níveis elevados (hiperprolactinemia) podem inibir o desejo sexual.
- Estradiol: Importante para avaliar a atrofia vaginal e o estado do climatério/menopausa, que influenciam a dor na relação e o desejo.
- FSH e LH: Solicitados para avaliar a função ovariana e a chegada da menopausa.
Vale aqui reforçar que a Testosterona não deve fazer parte dessa avaliação. Em mulheres, ela só deve ser solicitada na suspeita de hiperandrogenismo (excesso de testosterona), não para investigar eventual testosterona baixa.
Tratamento do Desejo Sexual Feminino Hipoativo
O tratamento do Desejo Sexual Hipoativo feminino é multidisciplinar, englobando tanto o tratamento de eventuais condições médicas como o suporte psicológico.
O primeiro passo fundamental é a adoção de uma rotina de vida saudável, com prática regular de atividade física, medidas para melhoras na qualidade do sono, melhora do padrão alimentar e tratamento da obesidade. Essas medidas ajudam tanto na recuperação de eventuais distúrbios hormonais como na melhora de fatores psicológicos envolvidos na queda da libido.
Tratamentos hormonais específicos podem devem ser considerados no caso de hipotireoidismo, hipotireoidismo ou aumento da prolactina. Mulheres na pós menopausa podem considerar a reposição hormonal feminina, o que discutimos em um artigo específico.
A testosterona não deve ser considerada como tratamento do desejo sexual hipoativo antes da menopausa. Nas mulheres que já se encontram na menopausa, ele pode ser considerada na falha do tratamento convencional, embora não seja e não deva ser a primeira linha de tratamento.
Disparidade de Desejo Sexual no casal
Um dos principais motivos de sofrimento relacionados à falta de libido é a disparidade de desejo sexual – quando um lado do casal tem desejo desproporcional ao outro lado. Isso pode gerar angústia, sofrimento por não corresponder ao parceiro e ansiedade, o que aumenta ainda mais a falta da libido.
Reduzir a pressão por relações sexuais pode, paradoxalmente, aumentar o interesse do parceiro com menos desejo ao longo do tempo. Se o parceiro com libido maior pressiona, o de baixa libido foge.
Aumentar a conexão não sexual é muitas vezes a melhor forma de quebrar esse ciclo de estresse, trabalhando na sedução e reconquista e criando um ambiente favorável. Quando o desejo espontâneo não está acontecendo, ele pode vir de forma responsiva a esses estímulos, ao mesmo tempo em que se reduz o medo de falhar.
A terapia de casal, nesses casos, é também uma forma de se entender as percepções do parceiro e de se buscar meios de melhorar a conexão tanto física como psicológica.
Vale considerar aqui que o gatilho para o desejo e para a excitação sexual acontece de forma diferente em homens e mulheres. Nos homens, a excitação sexual habitualmente tem origem subjetiva – ou seja, o que acontece no cérebro conversa com o que está acontecendo na genitália. O homem sente desejo e tem uma ereção. No caso das mulheres, é mais comum que ocorra uma desconexão entre essas duas esferas. Ela pode ter o desejo (Libido), mas o corpo não responde (excitação). Assim, faz muito mais sentido descobrir como fazer a companheira fica excitada, ao invés de ficar cobrando por sexo.
Suporte psicológico para a falta de libido
Quando pensamos em questões psicológicas relacionadas à falta de libido feminina, como vimos no decorrer deste conteúdo, podemos refletir sobre algumas medidas que tendem a contribuir positivamente nesses casos.
Abaixo descrevemos alguns pontos de atenção que podem ser levados em conta. Analise quais fazem sentido para a sua situação e busque, dentro de si, algumas ferramentas para mudar a sua forma de enxergar a sua vida sexual.
E lembre-se: esse conteúdo não substitui o acompanhamento feito por um profissional de saúde mental, ok? Mantenha as suas idas ao psicólogo e ao médico independentemente do que ler aqui.
Com esse esclarecimento apresentado, sigamos em nossas reflexões:
1. Psicoerapia
A psicoterapia nada mais é do que um acompanhamento psicológico que pode acontecer quinzenal ou semanalmente, seja on-line ou presencial.
Nesses encontros, o paciente pode falar sobre as mais diversas situações de sua vida, bem como contar a sua história, dificuldades, medos, angústias, entre outros pontos.
A partir das conversas que acontecem dentro do setting terapêutico, o indivíduo pode receber direcionamentos e recomendações do profissional da saúde mental. Além disso, o psicólogo ajuda com questionamentos que podem levar o indivíduo a reflexões pertinentes sobre a sua vida sexual.
O autoconhecimento é aflorado, ao mesmo tempo em que as crenças, em volta do sexo, podem ser discutidas, quebradas, remanejadas, transformadas, e assim por diante. Isso significa que a pessoa tem a oportunidade de enxergar os seus desejos sexuais e, ao mesmo tempo, ver a vida sexual sob novas vias.
Trata-se, portanto, de um caminho de descobertas, onde a qualidade de vida e os desejos do sujeito são prioridades.
2. Terapia de casal
Quando as questões relacionadas à falta de libido feminina têm ligação direta com a relação do casal, ou seja, pode ser um sinal de que o relacionamento está passando por conflitos e dificuldades, a terapia de casal também pode ser bem interessante.
Nesse caso, ambos serão atendidos simultaneamente pelo terapeuta, que ouvirá a versão de cada um e ajudará com questionamentos e insights.
Além disso, nessa psicoterapia é possível pensar na responsabilização de cada um, nas possibilidades que podem ser implementadas na vida do casal e, claro, a comunicação no relacionamento também entra em pauta como uma ferramenta importante de aproximação do casal.
3. Autoconhecimento
Conhecer mais sobre si mesmo é uma das peças-chave para lidar com a falta de libido feminina. Como vimos no decorrer deste conteúdo, as mulheres, por conta da repressão sofrida, podem se esquecer de olhar para si mesmas.
Há mulheres que sequer olham e tocam o seu próprio órgão sexual, crendo que isso é errado, imoral ou qualquer coisa negativa nesse sentido.
Essa falta de contato consigo mesma pode impedir que a mulher descubra o que realmente desperta prazer nela e o que pode proporcionar mais libido e sensações de bem-estar.
Sendo assim, praticar o autoconhecimento, explorar novas formas de sentir prazer, pensar nas fantasias que despertam a libido, entre outras medidas semelhantes, pode ser um caminho bem promissor nesses casos.
4. Mudanças na rotina
A rotina desgastante, na qual o trabalho e os estudos ficam acima do relacionamento, pode “sugar” a energia física e mental de qualquer pessoa. Isso quer dizer que, às vezes, a falta de libido feminina está associada à correria do dia a dia, ao estresse com as atividades laborais, e assim por diante.
Partindo desse pressuposto, a mudança na rotina pode contribuir para uma maior conexão do casal. Ao invés de apenas priorizar o trabalho, o relacionamento a dois também pode ser visto como uma peça-chave no dia a dia.
Assim sendo, torna-se possível reservar momentos para compartilhar a vida com o parceiro, visando fortalecer o vínculo e construir situações que afloram o desejo sexual entre ambos.
5. Redução dos níveis de estresse e ansiedade
Sabemos que nem sempre é fácil evitar os picos de estresse e de ansiedade na rotina. A carga de atividades, muitas vezes, impacta diretamente na forma como enxergamos as situações.
No entanto, buscar formas de minimizar esses problemas é muito importante. Veja algumas dicas:
- Ter momentos de descanso bem definidos para reduzir o estresse.
- Evitar a sobrecarga de trabalho, considerando os limites pessoais.
- Ter um planejamento mais estruturado com relação às atividades que devem ser executadas, uma vez que a ansiedade pode estar pautada na incerteza do futuro.
- Praticar atividades saudáveis, como exercícios físicos e hobbies, para aumentar o bem-estar a disposição geral.
6. Fortalecimento da autoestima
Fortalecer a autoestima também é uma forma de lidar com a falta de libido feminina, claro que, quando o problema está associado à baixa autoestima.
Para isso, buscar desenvolver novas habilidades, cuidar da aparência e buscar enxergar os seus pontos fortes são passos relevantes.
Sabemos que não é fácil encontrar os nossos pontos positivos quando somos duros e críticos demais com nós mesmos. Porém, talvez seja importante quebrar essa cobrança excessiva e começar a enxergar os pontos fortes que possuímos.
Para que isso ocorra, lembre-se de não se comparar a outras mulheres e foque no que você tem de bom, e não no que você julga que está “faltando”.
7. Compreender como a libido pode ser estimulada
Você sabe quais são as situações que deixam você mais excitada? Quais são os acontecimentos que proporcionam um aumento na sua libido? Pense sobre isso.
Não se esqueça de que as mulheres precisam ser tocadas, elogiadas e acariciadas antes do ato da penetração ocorrer na relação sexual. Ou seja, a libido precisa ser estimulada de diferentes formas e, inclusive, ao longo do dia – não apenas na hora em que o casal se deita na cama.
Dessa forma, torna-se possível construir uma maior conexão com o momento da relação, pois será possível ser instigada antes mesmo de o ato ocorrer de fato.
Portanto, analise o que pode ajudar na hora de aumentar o desejo e invista nessas possibilidades.
8. Comunicação no relacionamento
Por fim, lembre-se de que a comunicação no relacionamento tem um papel muito importante na construção da relação.
Sem comunicação, torna-se inviável apontar o que você deseja que seja feito na cama e, consequentemente, a falta de libido feminina pode aparecer.
Por isso, aproxime-se do seu parceiro e seja franca com ele. Fale sobre os seus desejos, descubra o que ele também quer viver de diferente e interessante, e assim por diante.
Desse modo, vocês poderão, juntos, explorar novas possibilidades dia após dia, desenvolvendo uma proximidade que contribui para o mantimento da libido alta.
Cuide-se e considere, ainda, procurar ajuda médica, caso a falta de libido feminina seja intensa e mesmo com as mudanças na rotina nada aconteça. Você merece uma vida sexual plena e feliz.