Search

Edema Macular

O que é o edema macular?

O edema macular é uma condição caracterizada pelo acúmulo de líquido na mácula, a região central da retina responsável pela visão de detalhes. Ela está associada a sintomas como visão embaçada, distorção das imagens e dificuldade para leitura, sendo uma das principais causas de perda visual em adultos.

Entre as causas mais comuns incluem-se a retinopatia diabética, a degeneração macular relacionada à idade (DMRI), as oclusões venosas da retina, processos inflamatórios oculares e algumas complicações após cirurgias oftalmológicas.

A intensidade dos sintomas varia conforme a gravidade do edema e a causa subjacente. Em alguns casos, a alteração visual surge de forma lenta e progressiva; em outros, pode ocorrer de maneira relativamente rápida. Sem tratamento, o edema prolongado pode causar danos permanentes às células da mácula e comprometer de forma significativa a visão central.

Felizmente, os avanços no diagnóstico por imagem e o desenvolvimento de tratamentos modernos, como as injeções intravítreas, permitiram melhorar significativamente o prognóstico de muitos pacientes.

Sinais e sintomas do edema macular

Visão embaçada ou redução da nitidez visual

Um dos sintomas mais comuns do edema macular é a perda gradual da nitidez da visão central. Os pacientes podem perceber que as letras parecem borradas durante a leitura, os rostos ficam menos nítidos e os detalhes dos objetos tornam-se mais difíceis de identificar.

Distorção das imagens (metamorfopsia)

As linhas retas podem parecer tortas ou onduladas. Molduras, portas ou azulejos podem parecer deformados.

Mancha escura ou área vazia no centro da visão

À medida que a doença progride, pode surgir uma região escura, borrada ou ausente no centro do campo visual.

Os pacientes frequentemente descrevem. uma mancha que dificulta a leitura e a dificuldade para enxergar o centro dos objetos.

Necessidade de mais iluminação

Outro sintoma frequente é a necessidade crescente de ambientes bem iluminados para realizar tarefas visuais. Atividades como leitura, costura ou uso do celular podem tornar-se significativamente mais difíceis em locais com pouca luz.

Alteração da percepção das cores

Alguns pacientes relatam que as cores parecem menos intensas, mais apagadas ou menos contrastadas do que anteriormente. Essa alteração costuma ocorrer em fases mais avançadas da doença.

Quais as causas do edema macular?

Entre as principais causas para o edema macular, incluem-se

Diabetes

A retinopatia dibética é a causa mais comum de edema macular. Ela pode acometer o paciente diabético de diferentes maneiras, incluindo o edema macular.

Todo paciente diabético deve fazer um exame oftalmológico pelo menos uma vez por ano.

Degeneração macular relacionada à idade

A degeneração macular relacionada à idade é a causa mais comum de perda irreversível da visão central em pessoas com idade mais avançada.

Retinite pigmentosa

A Retinite Pigmentosa é uma doença genética que pode ou não evoluir com edema macular.

Uveíte

Uveíte é uma inflamação que acomete a úvea, que é a camada intermediária da parede do olho, podendo ter causa autoimune, inflamatória, traumática ou mesmo oncológica.

Cirurgia ocular

O edema macular pode se desenvolver após uma cirurgia para tratamento de outras condições oftalmológicas, como a catarata.

Medicamentos

Alguns medicamentos, como aqueles utilizados para tratar o glaucoma, podem causar edema macular como efeito colateral.

Diagnóstico do Edema Macular

Na presença de sintomas característicos, o diagnóstico do edema macular é realizado por meio de uma avaliação oftalmológica completa, que tem como objetivo confirmar o acúmulo de líquido na mácula — a região central da retina responsável pela visão de detalhes — e identificar a causa do problema.

A avaliação começa com a análise dos sintomas e a medida da acuidade visual, permitindo determinar o impacto da doença na visão do paciente. Em seguida, o oftalmologista realiza a dilatação da pulpila e o exame de fundo de olho, observando diretamente a retina e a mácula em busca de sinais como espessamento retiniano, hemorragias, exsudatos ou alterações vasculares que possam sugerir a causa do edema.

Tomografia de coerência óptica (OCT)

Atualmente, o exame mais importante para confirmar o diagnóstico é a tomografia de coerência óptica (OCT). Esse exame produz imagens detalhadas das diferentes camadas da retina, permitindo visualizar diretamente o acúmulo de líquido, medir o espessamento macular e avaliar a gravidade da alteração. Além de permitir o diagnóstico inicial, o OCT também é fundamental para acompanhar a evolução da doença e monitorar a resposta ao tratamento.

Angiografia fluoresceínica

Em algumas situações, especialmente quando há necessidade de investigar alterações vasculares da retina, o médico pode solicitar uma angiografia fluoresceínica. Nesse exame, um contraste é injetado em uma veia do braço e fotografias seriadas da retina são realizadas para identificar vazamentos de vasos sanguíneos, áreas de má circulação ou o crescimento de vasos anormais.

Tratamento

O tratamento do edema macular depende da causa do problema, da gravidade do edema e do grau de comprometimento visual.

Atualmente, as injeções intravítreas são a principal forma de tratamento para muitas causas de edema macular. Nesse procedimento, medicamentos são aplicados diretamente no interior do olho para reduzir a inflamação, diminuir o vazamento dos vasos sanguíneos e controlar o crescimento de vasos anormais.

Medicamentos Anti-VEGF

Os medicamentos mais utilizados pertencem à classe dos anti-VEGF, especialmente em casos relacionados à degeneração macular relacionada à idade (DMRI), retinopatia diabética e oclusões venosas da retina. Em muitos pacientes, essas aplicações precisam ser repetidas periodicamente para manter o controle da doença.

Corticosteroides Intraoculares

Outra opção terapêutica são os corticosteroides intraoculares, que podem ser administrados por meio de injeções ou implantes de liberação prolongada. Esses medicamentos ajudam a reduzir a inflamação e a permeabilidade vascular, sendo utilizados principalmente em casos de edema macular diabético, uveítes e algumas situações que não respondem adequadamente aos anti-VEGF.

Fotocoagulação a laser

Em algumas doenças da retina, a fotocoagulação a laser também pode fazer parte do tratamento. Embora seu uso tenha diminuído após o surgimento das terapias intravítreas modernas, o laser ainda pode ser útil em casos selecionados, especialmente quando existem áreas específicas de vazamento ou alterações vasculares associadas.

Controle da doença de base

Além do tratamento ocular direto, o controle da doença de base é fundamental. Pacientes com diabetes devem manter um bom controle da glicemia, da pressão arterial e dos níveis de colesterol. Da mesma forma, pessoas com doenças vasculares, hipertensão arterial ou processos inflamatórios oculares precisam tratar adequadamente essas condições para reduzir o risco de progressão do edema.

Em situações menos frequentes, quando o edema está relacionado à tração exercida sobre a mácula por membranas ou alterações do vítreo, pode ser necessária uma cirurgia chamada vitrectomia. Nesse procedimento, o cirurgião remove o gel vítreo e as estruturas responsáveis pela tração mecânica sobre a retina.

Prognóstico

O prognóstico depende principalmente da causa do edema, da rapidez do diagnóstico e da resposta ao tratamento.
Em muitos casos, especialmente quando a intervenção ocorre precocemente, é possível estabilizar a visão e até obter melhora visual significativa.
Por outro lado, edemas prolongados ou não tratados podem causar danos permanentes às células da mácula, resultando em perda visual irreversível.