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Atividade Física para o Tratamento da Depressão

Quais os benefícios da Atividade Fisica no Tratamento da Depressão?


Depressão e sedentarismo são problemas de saúde bastante prevalentes no mundo moderno.

Ao mesmo tempo em que a depressão piora o sedentarismo e o sedentarismo piora o quadro depressivo.

O estímulo à prática de atividade física, desta forma, deve ser sempre enfatizado nas pessoas que apresentam esta combinação de sedentarismo e depressão.

A atividade física pode ajudar no tratamento e na prevenção da depressão de diferentes maneiras:

  • Melhora o vigor, a sensação de cansaço e desânimo;
  • Melhora a auto-estima e diminui o estresse do dia a dia;
  • Melhora o controle corporal, a capacidade cardiopulmonar e a capacidade de desempenhar diversas funções;
  • Melhora diversas dores de origem musculoesquelética, o sono, a obesidade e outros problemas de saúde implicados com a depressão;
  • Aumenta as relações interpessoais e o convívio com outras pessoas;
  • Desvia o foco da atenção de outros problemas que podem estar associados ao desencadeamento da depressão;

Qual o paciente que se beneficia da Atividade Física no Tratamento da Depressão?


A depressão é uma condição comum tanto a atletas como a pessoas completamente sedentárias.

Um dos temas mais discutidos durante as Olimpíadas de Tóquio 2020 foi justamente a saúde mental.

Isso aconteceu inicialmente com a desistência da ginasta norte-americana Simone Biles de competir em algumas de suas provas para “cuidar da sua saúde mental”.

Depois disso, diversos outros atletas fizeram relatos semelhantes em relação à saúde mental.

Nestes casos, a atividade física deve ser considerada um fator desencadeante da depressão (discutimos mais sobre isso em um artigo sobre Depressão no Esporte) e não faz sentido ficar enfatizando a importância do exercício para estes pacientes.

De forma oposta, muitos pacientes passam grande parte do dia em frente da televisão ou na cama ou simplesmente não fazendo nada. São os pacientes que tendem a se beneficiar mais do estímulo ao exercício.

Qual a melhor atividade física para pessoas com depressão?


Uma das maiores dificuldades em relação ao paciente com depressão é fazer com que o exercício se torne uma fonte de prazer e não algo penoso e sofrido. A falta em cumprir com este objetivo é a principal causa de abandono do exercício.

Qualquer exercício que uma pessoa com depressão tenha vontade e condições físicas de fazer ou, ao menos, com o qual tenha menos aversão, será positiva.

Uma simples caminhada enquanto escuta música pode ser uma excelente forma de começar. O exercício físico não necessariamente precisa ser uma atividade formal e organizada. No início, ela pode ser simplesmente incorporada na rotina do dia a dia, como ao fazer uma caminhada até a padaria.

Muitos pacientes com depressão passam grande parte do dia em ambientes fechados e este pode ser outro fator a contribuir para a depressão. A prática de exercícios em ambientes abertos deve ser priorizada nestes casos.

O relacionamento interpessoal também pode contribuir para o tratamento da depressão e a atividade física é uma excelente maneira de se fazer isso. Entretanto, o paciente não deve ser forçado a isso, caso contrário o sofrimento aumentará ainda mais e logo o exercício será deixado de lado.

Pacientes com depressão muitas vezes também apresentam dor crônica de diferentes tipos e isso pode interferir na capacidade de realização de atividades físicas.

Uma pessoa com dor em diversas articulações, por exemplo, pode se beneficiar da prática de exercícios aquáticos.
As mudanças devem ser feitas paulatinamente.

Quanto mais brusca for uma mudança de rotina, menor a aderência ao exercício. O médico psiquiatra pode até ajudar na tomada de decisão, mas o mais importante é sempre escutar o paciente que está com depressão.

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