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Saúde mental da população LGBTQIA+

Aspectos da saúde mental da população LGBTQIA+

Pensar nos aspectos da saúde mental da população LGBTQIA+ nos ajuda a refletir sobre as mudanças que a sociedade precisa implementar para se tornar um local mais justo e saudável para todos os seres humanos.

Por isso, neste conteúdo nós reunimos uma série de considerações importantes referentes a essa temática. Acompanhe a seguir para saber mais!

Aspectos da saúde mental da população LGBTQIA+

São diversos os aspectos da saúde mental da população LGBTQIA+ que podemos considerar. Neste conteúdo, focaremos naquelas questões que merecem atenção na hora de aumentar a qualidade de vida de indivíduos que não vivem dentro dos padrões estabelecidos pela heteronormatividade.

Afinal, querendo ou não, sabemos que, de forma injusta, a nossa sociedade ainda impõe a ideia de que apenas a heteronormatividade é considerada algo bom, normal ou “aceitável”. Isso faz com que qualquer ser humano que escapa desse padrão sofra com impactos em sua saúde emocional e mental.

Por isso, trouxemos algumas considerações sobre o assunto, visando entregar

1. Estigmatização
A sociedade, de uma maneira geral, ainda constrói discursos que reforçam a estigmatização da população LGBTQIA+. Isto é, ainda reforçam a ideia de que gays sempre serão afeminados, que mulheres lésbicas sempre terão traços masculinos, e que a população LGBTQIA+ sempre será pervertida, sem limites, inconsequente, etc.
Não é raro vermos pessoas com discursos estigmatizados, criando verdadeiros estereótipos para a população LGBTQIA+, criando verdadeiros padrões que, normalmente, têm relação com características humilhantes, pejorativas e que dão a entender que qualquer indivíduo que escapa da heteronormatividade é defeituoso, inadequado, etc.
Portanto, sem dúvidas esse estigma é algo que impacta a saúde mental desses indivíduos. Não é fácil ter que ser estereotipado em filmes, novelas, histórias e outras situações que dão a entender que a população LGBTQIA+ é de uma forma única – normalmente “cômica”, humilhante e degradante.
Afinal, em contextos sociais as pessoas poderão associar esses indivíduos a esses traços, como se eles sempre tivessem as mesmas características e não houvesse singularidade.

2. Preconceito na vida pessoal
A vida pessoal do indivíduo pode ser impactada pelo preconceito enraizado na sociedade. As pessoas podem enxergar a homossexualidade, por exemplo, como algo ruim, uma doença, algo imoral, e assim por diante. Em casos religiosos, a homossexualidade pode ser apontada como um traço “demoníaco”, que traz uma visão completamente equivocada sobre indivíduos que se atraem por pessoas do mesmo sexo.
Sendo assim, a saúde mental da população LGBTQIA+, certamente, sofre impactos com esse tipo de discurso.
Eles têm de lidar com comentários inapropriados, receber olhares de desaprovação, além de terem os seus amores invalidados.
Afinal, é muito comum vermos notícias e manchetes de casais homossexuais que apanham na rua por, simplesmente, demonstrarem que estão juntos – coisa que não acontece com casais que se encaixam na heteronormatividade, por exemplo.
Por isso, trata-se de mais uma situação que impacta a autoaceitação, a autoestima, a qualidade de vida e a saúde mental de um modo geral.

3. Violência que gera medo, insegurança e isolamento
Quantas e quantas vezes nos deparamos com manchetes e notícias que retratam cenas de violência contra a população LGBTQIA+? O ódio contra essas pessoas ainda é uma realidade que merece atenção da sociedade e, especialmente, dos órgãos públicos.
Isso porque essa violência gratuita e preconceituosa merece ser punida e minimizada ao máximo, todos os dias, para evitar que indivíduos deixem de viver as suas vidas por conta do preconceito alheio.
A insegurança de sair na rua, o medo de encontrar um homofóbico, entre outras situações, podem provocar isolamento social, uma vez que a pessoa pode preferir se “esconder” em casa para se proteger.
Logo, esse isolamento também pode promover uma série de impactos no bem-estar do indivíduo, que se verá diante de um afastamento social que pode:

  • Diminuir a autoestima.
  • Impactar a comunicação.
  • Causar sentimentos de solidão e, inclusive, depressão.
  • Resultar em problemas para lidar com questões sociais diversas, como ir ao mercado.
  • Desencadear quadros de fobia social.
  • Entre muitas outras questões importantes.

Nunca podemos nos esquecer de que os seres humanos precisam das interações sociais saudáveis para se sentirem felizes, acolhidos e amados. Quando não há interações, o efeito pode ser contrário: solidão, tristeza, falta de amor, infelicidade, depressão, angústia, etc.

4. Repressão da sexualidade
A repressão da sexualidade é outro aspecto da saúde mental da população LGBTQIA+ que não podemos ignorar.
Devido ao conservadorismo e até mesmo a alguns aspectos religiosos, o indivíduo LGBTQIA+ pode se sentir desencorajado de viver os seus próprios desejos e a sua própria vida.
A repressão dentro de casa, por meio de discursos preconceituosos e comentários que anulam o sujeito, também podem ocasionar efeitos intensos na saúde física e mental.
É muito comum vermos indivíduos que crescem em famílias que associam o comportamento LGBTQIA+ com doença, demônios, imoralidade, perversão e quaisquer outras características negativas. Logo, a sexualidade passa a ser reprimida, impedindo que o sujeito a viva, descubra-se e experimente o que possa fazê-lo feliz de verdade.
Tudo isso pode ser carregado durante a vida, ocasionando problemas psicológicos e emocionais.
Os relacionamentos amorosos podem ser impactados, disfunções sexuais podem aparecer devido à repressão sofrida a vida toda, sentimentos de culpa (especialmente em casos religiosos) podem causar uma visão muito negativa de si mesmo.
Por conta disso, refletir sobre a sexualidade, pensando na questão: o que realmente é certo e errado nesses casos? é algo que pode contribuir para o desenvolvimento do indivíduo.
Lembre-se de que, em se tratando de sexualidade, não há nada de errado em fazer práticas que não prejudiquem ninguém e que sempre contem com o consentimento, ao mesmo tempo em que se cuida da saúde (usando preservativo, por exemplo).
Portanto, não existem motivos plausíveis para negligenciar a própria vida sexual. Lembre-se de que as relações sexuais são saudáveis, fazem parte do desenvolvimento humano e promovem benefícios como: aumento da autoestima; aumento do bem-estar; sensação de satisfação; relaxamento; melhora do sistema imunológico; conexão maior com o outro, etc.

5. Problemas de autoestima
Durante muito tempo, a população LGBTQIA+ foi associada a algo imoral e anormal. Até hoje vemos esse discurso em muitos locais preconceituosos.
Agora, imagine o que é crescer ouvindo que você é ruim, é errado, sujo ou qualquer outro termo pejorativo nesse sentido. Pois é…
A população LGBTQIA+ precisa enfrentar isso todos os dias. Todos os dias vemos alguém fazendo um comentário preconceituoso e descabido nas redes sociais, por exemplo, o que machuca, fere e causa traumas nas pessoas que, simplesmente, só querem ter o direito de viver a própria vida.
Dessa maneira, a autoestima pode começar a ser minada por conta desse discurso. Inclusive, há diversas pesquisas que mostram que muitos indivíduos LGBTQIA+ se sentem errados por serem exatamente como são. Há o sentimento de estar “quebrado” ou sendo inadequado para a sociedade.
E, claro, a culpa disso tudo é do preconceito, e não da vítima. Lidar com tantas críticas negativas e violentas não é uma tarefa fácil. Lidar com o bullying, durante a infância e adolescência, e com o preconceito, no mercado de trabalho, são coisas difíceis que minam a autoaceitação do sujeito.
De qualquer forma, é preciso buscar maneiras de fortalecer o amor-próprio, internalizando a ideia de que, não, em hipótese alguma a população LGBTQIA+ é anormal ou imoral. São apenas seres humanos que querem, legitimamente, viver as suas próprias vidas, à sua maneira.
Além do mais, aceitar a própria sexualidade, evitando querer mudá-la, também é um caminho importante.

6. Peso da heteronormatividade
A nossa sociedade é regida por muitos paradigmas. Existem crenças populares de que apenas uma forma de viver pode ser considerada como certa, adequada, normal e natural. Qualquer coisa que escapa desse padrão é considerada suja, inadequada, ou qualquer coisa do tipo.
Por isso, quando pensamos nos aspectos da saúde mental da população LGBTQIA+, não podemos nos esquecer do peso causado pela heteronormatividade.
As pessoas ainda fortalecem a ideia de que uma mulher só é mulher se performar na feminilidade. Um homem só será homem se performar na masculinidade. E ambos só serão dignos se os seus relacionamentos forem heterossexuais.
Tudo que foge dessa norma é caracterizado como ruim, como quebrado, imoral, sujo, enfim! A heteronormatividade mina a saúde mental da população LGBTQIA+, que tem a sua própria personalidade, gosto, estilo de vida e preferências anuladas porque “não se encaixam no que os héteros fariam”.
E mesmo quando se encaixam de certa forma, ainda assim são punidos e sofrem preconceitos. Como no caso do exemplo que demos anteriormente, um casal hétero se beijando na rua não incomodará, mas um casal homo corre risco de morte ao se beijar em ambientes públicos.
Isso prova que um simples comportamento que ocorre no mundo heteronormativo não é aceito quando colocado em prática pela população LGBTQIA+.
Logo, esse ponto reforça que essa heteronormatividade cria um peso na vida dos indivíduos, que serão forçados e cobrados para agirem de forma heteronormativa – mesmo que, para isso, tenham que se anular por completo.

7. Homofobia internalizada em muitos casos
Devido à homofobia enraizada na sociedade e no seio familiar de muitas pessoas, existe o conceito de homofobia internalizada que também impacta a saúde mental da população LGBTQIA+.
Neste caso, o indivíduo não aceita a sua própria sexualidade, sente que realmente tem algum problema e que precisa ser curado, bem como pode acreditar que é um ser indigno e sujo. Em alguns casos, a pessoa pode chegar a não “sair do armário”, ou seja, pode nem assumir a sua sexualidade, seguindo a norma heteronormativa e anulando-se por conta do próprio preconceito que alimenta contra si mesmo.
Infelizmente, esse tipo de questão pode gerar um sofrimento emocional muito grande e, nesses casos, a psicoterapia é recomendada.
No entanto, a busca por ajuda é muito difícil, pois a pessoa não sente que precisa de ajuda para se aceitar, mas, sim, pode acreditar que precisa de ajuda para mudar a sua sexualidade – que é impossível de ser mudada.
Tudo isso gera sofrimento, impacto na autoestima e, até mesmo, comportamentos de ódio contra homossexuais – uma vez que a pessoa projeta no outro as suas angústias de não ser assumido, querendo reprimir a população LGBTQIA+ para que viva como ele.

8. Processo de autoconhecimento e autoaceitação
O processo de autoconhecimento e autoaceitação pode ser muito doloroso em algumas situações. Como vimos, o preconceito e a repressão geram grandes pesos na vida da população LGBTQIA+. Sendo assim, para ela, aceitar-se como realmente é pode ser muito difícil.
São diversas as questões emocionais que podem vir à tona nesse momento. Há o medo de realmente não ser hétero, a angústia de estar errado, a culpa religiosa, entre muitas coisas coisas relacionadas ao processo de “sair do armário”, como vimos em nosso conteúdo completo sobre o assunto.
Cada indivíduo irá encarar o seu processo de autodescoberta de uma maneira diferente. Há quem possa aceitar a situação de uma forma mais rápida e mais fácil, enquanto outros poderão criar uma maior resistência frente a isso.
Tudo dependerá da história de vida, das crenças, dos pontos de vista, do contexto social e muitas outras contingências que impactam a vida do sujeito. Sendo assim, pode ser tanto um processo doloroso e que traz muitos efeitos negativos na saúde mental, como também pode ser algo mais rápido, leve e simples, que auxilia o indivíduo em suas descobertas de um modo positivo.
De qualquer maneira, recomendamos a procura da ajuda psicológica para lidar com essa fase de descobertas. Assim, será possível conhecer melhor a si mesmo, entender as emoções por trás desse reconhecimento e desenvolver estratégias de enfrentamento dos medos, angústias, etc.

9. Dificuldades para “sair do armário”
A sociedade é muito injusta, preconceituosa e má, em muitos casos, como vimos no decorrer deste texto. Por isso, quando pensamos nos aspectos da saúde mental da população LGBTQIA+, não podemos deixar de lado o fato de que o ato de se assumir não é simples, tampouco fácil.
A pessoa pode enfrentar uma série de dificuldades, medos, angústias e até mesmo violências, que podem levá-la a adiar essa decisão durante muito tempo. Inclusive, pode haver indivíduos LGBTQIA+ que nunca conseguiram assumir a sua real identidade, devido a todos os estigmas relacionados a essa população.
Como dito anteriormente, é possível que cada pessoa encare a situação de uma forma única. Mas, sem dúvidas, todos os aspectos sociais preconceituosos que ainda estão enraizados nas comunidades oferecem, em muitas situações, um ambiente praticamente hostil para a população LGBTQIA+ se assumir verdadeiramente.

10. Preconceito na vida profissional
A vida profissional também não escapa do preconceito contra a população LGBTQIA+. É comum ouvirmos histórias de pessoas que não performam na heteronormatividade não serem aceitas em vagas de emprego que, majoritariamente, são preenchidas por heterossexuais – ou indivíduos que não escapam da aparência heteronormativa.
O espaço corporativo pode ser bastante desigual nesse sentido. Por isso, existem notícias que retratam trabalhos precários como a alternativa para muitos sujeitos que se identificam como LGBTQIA+. Afinal, a dificuldade para se inserir no mercado de trabalho pode ser uma realidade bastante cruel.

11. Abandono da família
Quando a família possui conceitos preconceituosos e homofóbicos, pode se comportar de uma forma completamente hostil diante de um indivíduo LGBTQIA+.
Vemos, frequentemente, notícias e manchetes que retratam a situação de expulsão de casa em casos de indivíduos que não são heterossexuais. Os pais expulsam seus filhos de casa ao perceberem comportamentos homossexuais ou a partir do momento em que eles assumem, publicamente, que não são héteros.
Sem dúvidas, esse abandono é capaz de deixar marcas profundas nas emoções do sujeito. A autoestima pode ser afetada, bem como o amor-próprio pode ser minado.
A sensação de realmente estar errado se fortalece de tal maneira que pode provocar muitos efeitos no bem-estar mental e emocional da pessoa.
Trata-se de uma situação desumana, triste e indescritível, que ainda vemos muitas pessoas LGBTQIA+ tendo que enfrentar.

12. Visão de ser “doente”
Em paralelo ao que comentamos no tópico “homofobia internalizada”, devido à desinformação que ainda é passada com relação à população LGBTQIA+, alguns indivíduos podem realmente acreditar que são doentes pelo simples fato de não serem heterossexuais.
Infelizmente, vemos pessoas dando a entender que a homossexualidade, por exemplo, tem cura – ou seja, associa a sexualidade saudável com uma doença.
Contudo, é MUITO importante ter em mente que a população LGBTQIA+ não é doente. É apenas uma população que expressa quem ela realmente é. Não é apenas uma questão de escolha. A pessoa só não é hétero, e pronto!
A pessoa não decide “ir contra a norma”. Ela simplesmente nasce com determinadas características. Então, por que considerar isso doença quando, por parte da ciência, não é?

Como lidar com os aspectos negativos da saúde mental da população LGBTQIA+?

Durante todo este conteúdo, pudemos ter acesso a apenas uma pincelada dos aspectos da saúde mental da população LGBTQIA+. Seria inviável esgotarmos todas as informações e considerações sobre essa temática, levando em conta a plenitude de temas que poderiam ser tratados.

De todo modo, procuramos separar algumas considerações que podem servir de reflexão em alguns casos, visando oferecer a você um suporte a mais frente às situações que citamos aqui. Acompanhe:

1. Autoconhecimento e autoaceitação
Um bom ponto de partida é o processo de autoconhecimento. Descobrir quem somos, o que gostamos, qual o nosso estilo, quais sonhos possuímos, entre outras questões, é uma forma de nos prepararmos melhor para a execução de planos de vida, construção de projetos, e assim por diante.
Ao mesmo tempo, é quando mergulhamos em nós mesmos que podemos começar a aceitar melhor as nossas limitações, conhecendo os nossos pontos fortes e fracos. Também podemos conhecer quais traços fazem parte da nossa personalidade e da nossa essência, sem encará-los como algo ruim e errado, como no caso da sexualidade em si, por exemplo.

2. Psicoterapia
A Terapia sexual também tem um papel muito importante nesse processo de conhecimento de si, autoaceitação e enfrentamento das mais diversas questões de saúde mental da população LGBTQIA+.
Por meio das sessões de psicologia, o indivíduo é convidado a conhecer mais sobre si mesmo, aprendendo a respeitar as suas próprias características, desejos e emoções.
Além disso, ocorre a psicoeducação, que ajuda a esclarecer dúvidas sobre a sexualidade, sobre a saúde mental e outras questões que podem estar impactando o bem-estar do indivíduo.
O terapeuta, que é totalmente imparcial e neutro, irá ajudar a pessoa a encontrar caminhos para lidar com as adversidades da vida, por meio de reflexões, questionamentos, insights e outras ações que contribuem para a saúde mental de um modo geral.
Por isso, buscar apoio psicológico é muito importante e pode contribuir muito para a qualidade de vida.

3. Fortalecimento de laços sociais saudáveis
Se porventura você estiver convivendo com pessoas que, simplesmente, não o aceitam como você realmente é, por que ainda manter laços com esses indivíduos?
Sabemos que cortar relações não é fácil. Mas, quando elas são tóxicas e em nada agregam em nossas vidas, será que vale a pena realmente insistir na permanência dessas pessoas em nossas vidas? Ou seria mais viável procurarmos novos amigos, parceiros e colegas que levem em consideração quem realmente somos?
Com certeza, o segundo cenário tende a ser mais positivo e qualificado, não é mesmo? Portanto, lembre-se de priorizar as relações que fazem bem a você, e que não são permeadas pela toxicidade do preconceito.
Mesmo que seja questão de família, você não precisa ficar perto dela apenas por ter o mesmo sangue, caso isso gere sofrimento. Priorize a sua saúde mental.

4. Quebra dos estigmas relacionados à população LGBTQIA+
Nós mesmos podemos carregar, dentro de nós, estigmas relacionados às mais diversas classes e grupos de pessoas. No caso da população LGBTQIA+, não é diferente.
Portanto, faça uma autorreflexão: será que você mesmo não tem tentado se encaixar em estigmas que existem na sociedade? Será que você mesmo não tem forçado alguns estigmas contra si mesmo?
Essas perguntas podem ser dolorosas, pois não esperamos que nós mesmos estejamos provocando dores e angústias em nós, concorda? No entanto, refletir sobre isso pode nos ajudar a deixar de lado algumas máscaras que usamos, em algumas ocasiões, e nem nos damos conta.
Lembre-se de que não existe um jeito de ser LGBTQIA+. Não existe um manual. Não existe certo ou errado. O que existe são singularidades, formas de ser e de viver, e uma maneira única de existir enquanto você. A sua.

Cuide-se e lembre-se: este conteúdo não exclui o acompanhamento profissional, ok? Em caso de dúvidas, procure um psicólogo.

Referências
DA SILVA CAMPOS, José Eduardo. SAÚDE MENTAL DA POPULAÇÃO LGBTQIA+: LUTANDO CONTRA ESTIGMAS E PRECONCEITOS. REALIZE EVENTOS CIENTÍFICOS & EDITORA LTDA., p. 416.

DE MORAES, Matheus Andrade; BORGES, Josefa Lusitânia de J.; SANTOS, José Elisson Da Silva. Saúde mental da população LGBTQIA+: violências, preconceitos e suas consequências Mental health of the LGBTQIA+ population: Violences, prejudices and their consequences. Brazilian Journal of Development, v. 7, n. 6, p. 57836-57855, 2021.

PIMENTA, Alessandra Serrão; DA CONCEIÇÃO, Pedro Wilson Ramos. OS IMPACTOS DA HETERONORMATIVIDADE INSTITUCIONAL NA SAÚDE MENTAL DA POPULAÇÃO LGBTQIA+. Revista Gênero e Interdisciplinaridade, v. 2, n. 05, 2021.