Atividade Física no Paciente com Insuficiência Venosa Crônica
Quais os benefícios da atividade física no paciente com insuficiência Venosa Crônica?
A prática de atividade física é uma das principais estratégias não farmacológicas no manejo da insuficiência venosa crônica. Ela ajuda a melhorar a circulação e a prevenir a progressão da doença, além de contribuir para a melhora dos sintomas.
Isso acontece por diferentes motivos:
- Melhora da bomba muscular da panturrilha: a contração dos músculos da panturrilha durante o exercício funciona como uma bomba, ajudando a impulsionar o sangue venoso de volta ao coração e reduzindo o represamento do sangue nas pernas.
- Redução do edema (inchaço): o exercício melhora o fluxo sanguíneo e linfático, favorecendo a reabsorção de líquidos intersticiais e ajudando a reduzir o edema nas pernas.
- Melhora sintomática: a melhora na circulação sanguínea e linfática ajuda a melhorar sintomas como a sensação de peso nas pernas, dor, câimbras, formigamento e fadiga ao final do dia.
- Prevenção da progressão da doença: a melhora na circulação provida pela prática de exercício físico ajuda a evitar complicações, como varizes de maior calibre, hiperpigmentação ou úlceras venosas.
- Benefícios sistêmicos: o exercício físico melhora diversas condições sistêmicas com influência na função vascular, incluindo o condicionamento cardiorrespiratório, a obesidade e a pressão arterial.
Cuidados com a prática de exercícios
Alguns cuidados devem ser considerados no paciente com insuficiência venosa crônica durante a prática de exercícios, de forma a tornar a atividade mais segura e a se obter os potenciais benefícios que se espera do exercício.
A avaliação médica pré-participação é indicada para todos, mais isso deve ser reforçado no paciente com insuficiência venosa crônica.
O uso de meias elásticas de compressão gradual durante e após o exercício geralmente é indicado. Elas ajudam a melhorar o retorno venoso, reduzir o edema e a evitar a congestão venosa. O grau de compressão deve ser ajustado conforme orientação médica.
Exercitar-se em locais com temperaturas elevadas devem ser evitadas quando possível, já que o calor provoca vasodilatação e pode aumentar o edema e o desconforto. Assim, deve-se dar preferência pelas atividades realizadas no início da manhã ou no final da tarde, em ambientes ventilados.
Qual o melhor exercício para o paciente com Insuficiência Venosa Crônica?
Pacientes com insuficiência Venosa Crônica devem dar preferência pela realização de exercícios dinâmicos, especialmente aqueles que envolvem a contração e relaxamento da panturrilha. Isso inclui caminhada, bicicleta ergométrica ou atividades aquáticas.
Especialmente naqueles pacientes que apresentam úlceras ativas ou a pele muito fragilizada, é preciso evitar exercícios de alto impacto, com contato físico ou outras atividades com atrito significativo sobre a pele. Atividades aquáticas devem ser evitadas no caso de úlceras ativas.
Exercícios de força com carga excessiva exigem que o praticante prenda a respiração e coloque muita pressão na musculatura abdominal para a estabilização do tronco. Esses exercícios contribuem para o desenvolvimento de varizes, devendo por tanto ser evitados.
Por fim, independentemente da atividade escolhida, é preciso considerar que a condição vascular pode ser um fator limitante para o esforço físico. Assim, é recomendável que se inicie os treinos com baixa intensidade e curta duração, progredindo conforme tolerância. O excesso pode levar a dor, fadiga muscular ou até agravamento do edema.