Infecção Periprotética do quadril ou joelho
O que é a Infecção Periprotética?
A infecção periprotética é a complicação cirúrgica mais temida após uma cirurgia para a colocação de Prótese do Quadril ou Prótese do Joelho.
Ela pode exigir a retirada ou substituição da prótese e um tratamento prolongado com antibióticos na veia.
Qual a incidência da Infecção Periprotética?
A infecção ocorre em 1 a 5% das pessoas submetidas à colocação de prótese no joelho ou quadril.
Este risco não é uniforme. Fatores que aumentam o risco de Infecção Periprotética incluem:
- Pacientes com o sistema imunológico comprometido;
- Diabetes;
- Artrite Reumatóide;
- Tabagismo;
- Alcoolismo;
- Desnutrição;
- Insuficiência Arterial Periférica;
- Insuficiência Venosa Crônica.
- Pacientes com deformidade mais grave antes da cirurgia.
Além disso, diferentes recursos podem ajudar a minimizar o risco de infecção. Entre eles, incluem-se:
- Manutenção do sistema de ar-condicionado.
- Utilização de fluxo de ar laminar.
- Esterilização e acondicionamento adequado dos materiais protéticos.
- Técnica de assepsia e antissepsia, além de paramentação correta da equipe cirúrgica e do campo operatório.
- Vestimentas cirúrgicas adequadas.
Uma vez que muitos destes recursos estão disponíveis apenas em serviços se referência, o local onde a cirurgia foi realizada pode fazer toda a diferença.
Por fim, o tempo total de cirurgia maior e uma técnica cirúrgica mais agressiva também aumentam o risco para infecção. Assim, uma cirurgia realizada nas mãos de uma equipe cirúrgica melhor treinada tem menor probabilidade de infecção.
Qual a causa de Infecção Periprotética?
As infecções podem ocorrer de duas maneiras: Por implantação direta de micro-organismos durante o ato operatório ou pela disseminação desses micro-organismos provenientes de um foco distante de infecção. Isso inclui principalmente as infecções dentárias, urinárias ou pulmonares.
Classificação das Infecções Periprotéticas
As Infecções Periprotéticas podem ser classificadas em três grupos:
Infecção aguda
A infecção aguda ocorre por contaminação durante o ato cirúrgico. Ela se apresenta com os sinais clássicos de infecção, incluindo dor intensa, aumento de temperatura, edema e vermelhidão.
Pode ocorrer a saída de pus pela ferida operatória e o paciente pode apresentar febre.
Infecção aguda tardia
A infecção aguda tardias se apresentam da mesma forma que a infecção aguda, mas com um maior intervalo de tempo desde a cirurgia.
O paciente apresenta resultado satisfatório da prótese, até que de uma hora para a outra ele apresenta uma piora súbita.
A infecção acontece quando micro-organismos provenientes de outro foco de infecção (urinária, por exemplo) entram no sangue e se instalam ao redor da prótese.
Infecção Periportética crônica
A infecção Periprotética Crônica se refere a um processo infeccioso de baixa virulência, que não se apresenta com os sinais clássicos de infecção.
Usualmente, o paciente não apresenta febre nem sinais de vermelhidão ou inchaço significativo, embora uma dor tolerável costume estar presente.
Deve-se suspeitar de uma infecção periprotética crônica em casos de dor sem outra explicação aparente ou em casos de soltura precoce da prótese.
Diagnóstico
As Infecções Periprotéticas agudas, sejam elas precoces ou tardias, são facilmente diagnosticadas com base na história clínica e em exame físico.
As infecções crônicas, por outro lado, não costumam ser tão óbvias. Elas devem ser suspeitadas sempre que o paciente apresentar dor incompatível e sem outra explicação evidente, ou em casos de soltura precoce da prótese.
Exames de sangue, tomografia ou cintilografia podem ajudar no diagnóstico. Punção seguida de análise do líquido articular também pode ser considerada.
Tratamento da Infecção Periprotética Aguda
A Infecção Periprotética Aguda deve ser submetida a limpeza cirúrgica em caráter de urgência.
Isso porque quanto maior o intervalo entre o aparecimento da infecção e a limpeza cirúrgica, menor a chance de resolução da infecção sem a troca da prótese.
A preservação da prótese deve ser tentada nas duas primeiras semanas após o aparecimento dos sintomas. Depois deste prazo, a prótese precisa ser removida e substituída.
Existem duas opções a serem consideradas neste caso:
- Remoção e substituição da prótese em um único ato cirúrgico, seguido por antibioticoterapia. Se a infecção persistir, a prótese deve então ser substituída.
- Remoção da prótese e substituição por um espaçador. O paciente é então tratado com antibiótico e, em um segundo procedimento, o espaçador é substituído pela nova prótese.
Tratamento da Infecção Periprotética crônica
O tratamento da Infecção Periprotética Crônica exige a substituição da prótese, que pode da mesma forma ser feita em um tempo único ou em dois tempos.